Introdução
Atlético Clube Goianiense é uma agremiação esportiva de Goiânia, no estado de Goiás, fundada a 2 de abril de 1937. Seus torcedores são conhecidos como atleticanos. Seu estádio é o Antônio Accioly.
História
Foi fundado a 2 de abril de 1937. Foi o primeiro time de futebol da cidade de Goiania, que acabara de ser fundada para sediar a Capital do Estado de Goiás. Seu uniforme é constituído por camisa com listras horizontais em vermelho e preto, calções brancos e meias listradas na mesma cor da camisa e o símbolo do clube é um Dragão.
Participaram da fundação do Atlético os irmãos Nicanor Gordo, primeiro presidente do conselho deliberativo, Alberto Alves Gordo e Afonso Gordo, Edson Hermano, primeiro goleiro do clube, João de Brito Guimarães, João Batista Gonçalves, Ondomar Sarti, Benjamim Roriz e Emanuel Dias, entre outros.
Comprovando ser uma das maiores forças do Estado de Goiás, o Atlético foi ainda vice-campeão estadual por 24 vezes, além de vice da Copa Brasil Central em 1967.
A melhor colocação do Dragão em Campeonatos Brasileiros da 1ª Divisão foi a 23º, em 1980, entre 44 participantes . Entre suas maiores revelações de craques, estão Baltazar (Grêmio, Atlético de Madrid, que em 1978 marcou 31 gols pelo Atlético, sendo recordista de gols em um só Campeonato Goiano), Gilberto (destaque e campeão pelo Fluminense no estadual do RJ de 1980), Luiz Carlos Goiano (ex-Grêmio), Valdeir (ex-Botafogo), Gaúcho e Julio César "Imperador" (ex-Flamengo), Lindomar e Romerito (ex-Corinthians).
O Atlético Goianiense ressurgiu das cinzas. O time estava na segunda divisão do Campeonato Goiano e teve o seu estádio demolido para a construção de um shopping, em 2001. Um grupo de torcedores e a diretoria embargaram a obra e em seguida reconstruíram o estádio. O rubro-negro foi campeão goiano da segunda divisão em 2005, e em 2006 o Atlético chegou a final do Campeonato Goiano contra o Goiás, com mais de 36.000 torcedores no Estádio Serra Dourada no jogo final. Atualmente a fanática torcida do Dragão, clube que fica localizado no bairro de Campinas, comparece ao clube até em dias de treinos. Além disso o Atlético se qualificou para as oitavas-de-final da Copa do Brasil. O clube da capital goiana se reforçou para tentar conquistar o Campeonato Goiano e a Copa do Brasil.
Após 18 anos sem conquistar o Campeonato Goiano, o Atlético venceu o Goiás por 2 a 1 no segundo jogo da decisão de 2007 (no primeiro houve empate por 2 a 2) com gols de Fábio Oliveira (artilheiro do campeonato) e Anaílson, descontando Romerito (também formado nas categorias de base do clube na década de 1990) para o Goiás, sagrando-se campeão goiano perante 31.088 torcedores pagantes. Na Campeonato Brasileiro Série C, o Dragão obteve o sexto lugar e por pouco não conseguiu promoção para a Série B.
Em 2008 o clube fez campanha expressiva no Campeonato Brasileiro Série C, conseguindo o acesso a Série B com quatro rodadas de antecedência e logo depois o segundo título do Campeonato Brasileiro Série C (fato inédito até este momento) sem entrar em campo, com a derrota do Campinense, seu adversário mais próximo na tabela de classificação no momento. Ao fim deste campeonato, o Atlético havia disputado 32 partidas, com 21 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, 84 gols-pró e 30 contra, saldo de 54 gols, 68 pontos na classificação geral deste campeonato (15 a mais que o segundo colocado, o Guarani), tendo 13.490 torcedores (11.405 pagantes) comparecido ao Estádio Serra Dourada na vitória de 2 a 0 no jogo festivo contra o Brasil de Pelotas. O atacante rubro-negro Marcão, com 25 gols, sagrou-se o artilheiro da Série C 2008.
Em 21 de novembro de 2009, confirmando de vez a sua ascensão meteórica, o Atlético conquistou o acesso à Série A do Brasileirão com uma vitória por 3 a 1 diante do Juventude no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, tendo terminado este campeonato em quarto lugar.
O Dragão começou o ano de 2010 conquistando o Campeonato Goiano, ao vencer o Santa Helena por 4 a 0 na primeira partida da final disputada no Estádio Serra Dourada perante 11.512 pagantes, e depois por 3 a 1 na partida decisiva disputada na casa do adversário.
O Dragão também surpreende na Copa do Brasil 2010, tendo chegado nas semifinais, eliminando equipes tradicionais do futebol brasileiro como Bahia, Santa Cruz e Palmeiras, porém diante do Vitória foi eliminado. O Atlético livrou-se do rebaixamento no ano 2010 em um jogo histórico contra o mesmo Vitória, pois precisando de um empate para se manter na primeira divisão, mateve o 0 a 0 para festa de sua torcida.
Títulos
Nacionais
Campeonato Brasileiro - Série C: 2
(1990, 2008)
Torneio Integração da CBD: 1971.
Estaduais
Campeonato Goiano: 12
(1944, 1947, 1949, 1955, 1957, 1964, 1970, 1985, 1988, 2007, 2010, 2011)
Campeonato Goiano - 2ª Divisão: 1
(2005)
Torneio Início: 6
(1940, 1944, 1952, 1956, 1962, 1984)
: Taça Goiás 1
(1968)
Outras conquistas
Torneio Triangular Campineiro: 1956.
Torneio Baltasar de Castro: 1973.
Copa Goiás: 1998.
Elenco
Goleiros
Nº Jogador
1 Marcio
12 Rafael
23 Roberto
-- David
Defensores
Nº Jogador Pos.
3 Gilson Z
4 Anderson Z
14 Bernardo Z
33 Leonardo Z
34 Paulo Henrique Z
2 Rafael Cruz LD
26 Adriano LD
-- Joílson LD
6 Thiago Feltri LE
16 Gerson LE
13 Ernandes LE
Meio-campistas
Nº Jogador Pos.
5 Agenor V
8 Pituca V
15 Ramalho V
17 Renato Augusto V
45 Rômulo V
7 Bida M
10 Preto M
18 Felipe Brisola M
20 Vitor Júnior M
30 Anaílson M
21 Adriano Pimenta M
-- Thiaguinho M
Atacantes
Nº Jogador
9 Felipe
11 Juninho
19 Marcão
22 Anselmo
35 Diogo Campos
Comissão técnica
Nome Pos.
Jairo Araújo (Interino) T
Histórias do futebol
Aqui você ira encontrar histórias de times brasileiros, notícias e curiosidades
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
Guarany Sporting Club
Introdução
O Guarany Sporting Club é um clube de futebol da cidade de Sobral, no Estado do Ceará, Brasil. Foi fundado em 2 de julho de 1938. Seu uniforme é composto de camisa com listras horizontais vermelhas e pretas, calção branco e meias listradas em vermelho e preto. Sua mascote é o Cacique do Vale. Manda seus jogos no Estádio Plácido Aderaldo Castelo, o "Junco".
História
Fundação
1938 - No dia dia 2 de julho, na residência do Sr. Luiz Nogueira Adeodato, localizada na esquina da avenida Dr. Guarany com rua Cel. Mont'Alverne, em Sobral, nasceu o Guarany Sporting Club. A origem do nome foi em tributo ao médico Dr. Antônio Guarany Mont'Alverne, filho ilustre de Sobral, que ainda jovem tornou-se o primeiro médico de Sobral nascido na cidade.
Campeão da 2ª Divisão do Estadual pela 1ª Vez em 1966
Iniciada sua carreira no futebol profissional no ano de 1966, o Guarany de Sobral conquista seu primeiro título oficial de Futebol, sendo campeão da 2ª Divisão Cearense. Com a conquista, o Cacique ganha o direito de ano seguinte, participar da elite do futebol cearense, a 1ª divisão.
Campeão do 1°turno do Campeonato Estadual de 1970
Sob a presidência de Dr. Éverton Francisco Mendes Mont'Alverne, o rubro-negro ganha o 1° dos três turnos disputados no Campeonato Cearense de Futebol de 1970. O turno, disputado em sistema de pontos corridos, foi vencido pelo Guarany de Sobral e ratificado de vez, através de uma goleada por 6 x 2 aplicada no América, com a conquista o time sobralense disputa a final do Campeonato Cearense de Futebol. Na classificação geral o Bugre ficou em 3° lugar divulgando consideravelmente o nome do clube e da cidade de Sobral sendo os destaques da equipe : Dedeu, Jaldemir, Edmilson, Teco-teco e tantos outros memoráveis atletas, encantaram naquela época os apreciadores do futebol arte e a exigente torcida sobralense.
O Acesso a Série B em 2002
Em 2002, alcançou o ponto mais alto de sua história futebolística ao conquistar o acesso para o Campeonato Brasileiro Série B, em virtude do terceiro lugar conquistado na Série C em 2001, e do pedido de licenciamento do Malutron, vice-campeão da Série C daquele mesmo ano.
Campeão da Série D do Campeonato Brasileiro em 2010
Em 2010, após bater o Vila Aurora, de Rondonópolis, o Guarany de Sobral conquistou o acesso ao Campeonato Brasileiro Série C, junto com o Madureira, o América-AM e o Araguaína. O Guarany e o Fortaleza serão os representantes cearenses na Série C em 2011.
Elenco
Goleiros
Jogador
Ricardo
Eliardo
Jeferson Sobral
Defensores
Jogador Pos.
Junior Alves Z
Braga Z
Tobias Z
Wellington Z
Non Z
Thiago Granja LD
Gabriel LD
Jorginho LD
Jhone LE
Klayton LE
Neilton LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Edmilson V
Marquinhos V
Carlos V
Ricardo Baiano V
Dudu M
Julinho M
Jean M
Toninho M
Jeferson Maranhense M
Atacantes
Jogador
Danilo Pitbull
Saulo Mineiro
Fábio Recife
Kelson
Maciel
Comissão técnica
Nome Pos.
Oliveira Canindé T
Roberto Farias PF
Pepe TG
O Guarany Sporting Club é um clube de futebol da cidade de Sobral, no Estado do Ceará, Brasil. Foi fundado em 2 de julho de 1938. Seu uniforme é composto de camisa com listras horizontais vermelhas e pretas, calção branco e meias listradas em vermelho e preto. Sua mascote é o Cacique do Vale. Manda seus jogos no Estádio Plácido Aderaldo Castelo, o "Junco".
História
Fundação
1938 - No dia dia 2 de julho, na residência do Sr. Luiz Nogueira Adeodato, localizada na esquina da avenida Dr. Guarany com rua Cel. Mont'Alverne, em Sobral, nasceu o Guarany Sporting Club. A origem do nome foi em tributo ao médico Dr. Antônio Guarany Mont'Alverne, filho ilustre de Sobral, que ainda jovem tornou-se o primeiro médico de Sobral nascido na cidade.
Campeão da 2ª Divisão do Estadual pela 1ª Vez em 1966
Iniciada sua carreira no futebol profissional no ano de 1966, o Guarany de Sobral conquista seu primeiro título oficial de Futebol, sendo campeão da 2ª Divisão Cearense. Com a conquista, o Cacique ganha o direito de ano seguinte, participar da elite do futebol cearense, a 1ª divisão.
Campeão do 1°turno do Campeonato Estadual de 1970
Sob a presidência de Dr. Éverton Francisco Mendes Mont'Alverne, o rubro-negro ganha o 1° dos três turnos disputados no Campeonato Cearense de Futebol de 1970. O turno, disputado em sistema de pontos corridos, foi vencido pelo Guarany de Sobral e ratificado de vez, através de uma goleada por 6 x 2 aplicada no América, com a conquista o time sobralense disputa a final do Campeonato Cearense de Futebol. Na classificação geral o Bugre ficou em 3° lugar divulgando consideravelmente o nome do clube e da cidade de Sobral sendo os destaques da equipe : Dedeu, Jaldemir, Edmilson, Teco-teco e tantos outros memoráveis atletas, encantaram naquela época os apreciadores do futebol arte e a exigente torcida sobralense.
O Acesso a Série B em 2002
Em 2002, alcançou o ponto mais alto de sua história futebolística ao conquistar o acesso para o Campeonato Brasileiro Série B, em virtude do terceiro lugar conquistado na Série C em 2001, e do pedido de licenciamento do Malutron, vice-campeão da Série C daquele mesmo ano.
Campeão da Série D do Campeonato Brasileiro em 2010
Em 2010, após bater o Vila Aurora, de Rondonópolis, o Guarany de Sobral conquistou o acesso ao Campeonato Brasileiro Série C, junto com o Madureira, o América-AM e o Araguaína. O Guarany e o Fortaleza serão os representantes cearenses na Série C em 2011.
Elenco
Goleiros
Jogador
Ricardo
Eliardo
Jeferson Sobral
Defensores
Jogador Pos.
Junior Alves Z
Braga Z
Tobias Z
Wellington Z
Non Z
Thiago Granja LD
Gabriel LD
Jorginho LD
Jhone LE
Klayton LE
Neilton LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Edmilson V
Marquinhos V
Carlos V
Ricardo Baiano V
Dudu M
Julinho M
Jean M
Toninho M
Jeferson Maranhense M
Atacantes
Jogador
Danilo Pitbull
Saulo Mineiro
Fábio Recife
Kelson
Maciel
Comissão técnica
Nome Pos.
Oliveira Canindé T
Roberto Farias PF
Pepe TG
Clube Atlético Paranaense
Introdução
O Clube Atlético Paranaense é um clube de futebol brasileiro de Curitiba, Estado do Paraná. Foi fundado em 26 de março de 1924 a partir da fusão do Internacional Futebol Clube e do América Futebol Clube. Atualmente é o 13º clube brasileiro no ranking da CONMEBOL.Também é o primeiro clube paranaense a disputar um campeonato nacional,a chegar na final da Libertadores e atualmente é o 18° colocado no ranking nacional.
Conhecido como furacão, foi o Campeão Brasileiro de 2001 e vice-campeão da Copa Libertadores da América de 2005, além de possuir uma Seletiva da Taça Libertadores da América de 1999. O Furacão foi o primeiro time do futebol paranaense a participar de uma competição internacional[carece de fontes]. No Campeonato Brasileiro de Futebol de 2010, foi o unico representante paranaense na Série A, conseguindo terminar na 5ª colocação.
Em um levantamento divulgado pela IFFHS (Fundação Internacional de História e Estatística do Futebol, entidade que divulga mensalmente o ranking mundial de clubes reconhecido pela FIFA) em 30 de novembro de 2010, o Atlético Paranaense foi elencado como o 10º maior clube de futebol do Brasil no Século XXI e o 103º do mundo, ficando à frente de clubes como Manchester City, da Inglaterra, Athletic Bilbao, da Espanha e Sampdoria, da Itália e de brasileiros como Vasco da Gama, Atlético Mineiro e Botafogo.[4]. Em novo levantamento pela mesma entidade (IFFHS - entre 1º de junho de 2010 a 31 de maio de 2011), o clube se mantem entre os maiores do país e caindo algumas posições no rank mundial: 13° clube do país, a frente de Coritiba, Botafogo e Flamengo e o 173° do planeta
História
O primeiro jogo
A primeira partida de futebol (amistosa) que a nova agremiação realizou foi no dia 6 de abril de 1924, contra o Universal FC. e obteve vitória por 4x2. O Atlético jogou com Tapyr, Marrecão e Ferrário; Franico, Lourival e Malello; Smythe, Ari, Marreco, Maneco e Motta.
Os gols foram marcados por Marreco, Ari (2) e Malello. O árbitro foi José Falcine, atleta do Savoia, que mais tarde jogou no rubro-negro.
Década de 1920
Com a união de forças, o Clube Atlético Paranaense ficou uma equipe reforçada e pôde fazer frente aos mais temíveis esquadrões existentes como o Britânia, o Savoia, o Palestra Itália e o Coritiba. Realizando uma campanha brilhante, o Atlético conquistava seu primeiro título de campeão paranaense, em 1925.
Após ser vice-campeão por 3 anos seguidos (1926, 1927 e 1928), o Atlético Paranaense voltou a vestir a faixa de campeão em 1929.
Década de 1930
O Atlético era a melhor equipe do futebol paranaense no início dos anos 1930. Mantendo os mesmos jogadores que haviam se sagrado campeões em 1929, os reforços de Chumbinho e Érico, o Atlético tornou-se uma equipe que se impôs aos adversários. Em 1930, ganhou o título com uma vitória sobre o Coritiba por 3x2. Outro feito notável nesse ano, aconteceu no dia 21 de julho, quando em partida amistosa venceu o poderoso Corinthians por 1x0, gol de Marreco, uma grande conquista para o Atlético.
Em 1934, o Atlético Paranaense já era proprietário, em definitivo, do terreno da Baixada da Água Verde, e o estádio passou a ser denominado de Joaquim Américo Guimarães, sugestão de Alcídio Abreu, para homenagear o grande desportista que havia morrido em 1917.
Nesse ano, após tropeçar em 1931, 1932 e 1933, o rubro-negro voltou a ter uma equipe competitiva e fez bonito. Sagrou-se campeão paranaense de 1934. Na equipe campeã desse ano figurava como goleiro, o jovem Alfredo Gottardi, o "Caju", que viria a ser o maior ídolo de todos os tempos da torcida atleticana.
Em 1936, com apenas 12 anos de existência, o Atlético Paranaense conquistava seu quinto título paranaense, e dessa vez, de forma invicta.
Década de 1940 - Surgia o Furacão
O campeonato de 1940 foi muito disputado. Atlético e o Ferroviário lideraram o certame. O tricolor ferroviário conquistou o 1º turno, enquanto o Atlético Paranaense laureou-se no segundo. Era preciso uma decisão em "melhor de três pontos" para se conhecer o campeão. Em virtude de uma confusão acontecida no último jogo do returno, estava empatado o clássico em 2x2, quando o Ferroviário fez um gol, prontamente anulado pelo árbitro em razão de um impedimento. O antigo Britânia não se conformou e abandonou o campo aos 35 minutos do 2º tempo. O Tribunal de Justiça da Federação Paranaense de Futebol, julgando o caso, deu vitória ao Atlético - 3-2 - pois o Ferroviário se negara a continuar jogando. Este motivo anulou a "melhor de três". O clube ficou 180 dias suspenso e o Atlético Paranaense foi considerado campeão paranaense de 1940.
Em 1943, o Atlético Paranaense trouxe para o elenco o técnico e dois jogadores da Seleção Paraguaia de Futebol. Com a equipe reforçada e com mais qualidade, o rubro-negro voltou a mandar no campeonato. Dois turnos bem disputados. Coritiba campeão do primeiro turno e Atlético do segundo. Novamente, uma "melhor de três pontos" teria que acontecer, o Atlético Paranaense venceu os dois Atletibas por 3-2 e a torcida festejou o título de campeão.
A rivalidade entre o Atlético Paranaense e Coritiba andava em alta. Por duas vezes nos anos 1940 haviam decidido o título. Uma vitória para cada lado.
Em 1945, o campeonato seria decidido no maior clássico do futebol paranaense. O Atlético Paranaense foi campeão do 1º turno de forma invicta. O Coritiba foi o campeão do 2º turno. Seria realizada uma "melhor de três" para decidir o título. Foram partidas para entrarem na história do futebol paranaense. O Coritiba venceu a primeira por 2x1, no Belfort Duarte, atual Couto Pereira. A segunda foi vencida pelo Atlético Paranaense, na Baixada, por 5-4. A terceira partida foi marcada para o Estádio Belfort Duarte. Foi um jogo muito disputado. Terminou empatado no tempo normal - 1-1. O jogo foi para a prorrogação. Aos sete minutos o atacante Xavier, do Atlético Paranaense, fez o gol da vitória. Coritiba 1-2 Atlético Paranaense. A torcida fez uma das maiores festas, com carreatas, fogos de artifício e cânticos até o raiar do sol.
Em 1949, o Atlético Paranaense foi um "Furacão" que passou pelos campos do Paraná. Com a manchete de primeira página no extinto jornal Desportos Ilustrados do dia 20 de maio de 1949 anunciando a goleada do Atlético em cima do Britânia S.C. (no domingo, dia 19 de maio) em letras garrafais:O “Furacão” Levou o “Tigre” de Roldão, nasceu o apelido do rubro-negro paranaense. Não só o time de "49", como os demais times formados pelo clube, receberam o carinhoso apelido de Furacão e assim sendo, o termo furacão foi inserido no hino atleticano, não só para idolatrar o esquadrão de 1949, que arrasou todos os adversários com placares acima de quatro gols, mas também para representar a força que o clube tem junto a sua torcida e o receio e o respeito que seus adversários devem ter nos confrontos dentro das quatro linhas.
O Desportos Ilustrados, naquela edição de segunda-feira, 20 de maio de 1949 e sua manchete, não imaginava o momento histórico que estampava em sua primeira página. A partir daquele dia as manchetes de todos os jornais paranaenses só falavam do "Furacão" rubro-negro que liquidava as equipes adversárias sempre com goleadas. Em 1949 foram onze goleadas seguidas (recorde quebrado apenas 59 anos depois), tornando-se campeão paranaense daquele ano.
Era dos jejuns (1950-1981)
Depois de conquistar facilmente o campeonato paranaense de 1949, o Atlético-PR despencou terrivelmente, no início do ano 1950, que acabou apenas em 1982, período em que o torcedor atleticano quer esquecer. No total, O Atlético só conquistou 2 títulos nesse período: Paranaense de 1958 e de 1970.
Mas o pior estava por vir, em 1967 a situação financeira do clube despencou, e com uma campanha de somente três vitórias, onze empates e quatorze derrotas, o Atlético-PR foi rebaixado para a segunda divisão do paranaense de 1967. Quando surge Jofre Cabral e Silva que conseguiu tirar o time da segunda divisão e deu ânimo para os jogadores rubro-negros, trazendo os campeões mundiais de 1962 Djalma Santos e Bellini. Desta maneira os Rubro negros voltaram com tudo no paranaense de 1968. Mas ele acabou morrendo devido a um infarto, durante uma partida do clube, declarando momentos antes "Não deixem - nunca - morrer o meu Atlético!". Com a moral baixa, o Atlético-PR não conseguiu vencer o paranaense daquele ano.
Em 1970 o Atlético-PR conquistou o título de campeonato paranaense, goleando o Seleto por 4-1 jogando fora de casa. Depois, o Atlético-PR voltou a "pifar" novamente, sem conquistar um título até 1982, com os jogadores Washington e Assis, até hoje ídolos da torcida atleticana. Assim, o rubro-negro paranaense nunca mais passou por outro desses jejuns.
Era da revolução (1995-tempos atuais)
Em 1995, depois de perder de 5-1 para seu rival, Coritiba, assumiu uma nova diretoria, onde lançaram o "Atlético Total" um novo projeto estratégico do clube e que começou bem, com a volta do Atlético à Série A do Brasileirão de 96, ficando na oitava posição.
Em 1997, o antigo estádio Joaquim Américo foi derrubado para a construção do novo estádio. Em 2004 foi firmada uma parceria com a empresa fabricante de aparelhos celulares japonesa Kyocera, renomeando o estádio para Kyocera Arena. Em 2005, após 10 anos de contenda judicial, o Atlético-PR firmou acordo assumindo definitivamente o direito de uso do terreno vizinho.
Em 2001, o Atlético Paranaense vence seu primeiro Campeonato Brasileiro (final contra o São Caetano, onde ganhou por 4-2 e 1-0) e em 2004 foi vice, com o artilheiro Washington marcando um recorde histórico de trinta e quatro gols numa única edição do Campeonato Brasileiro. Em 2001, o grande nome dos jogos foi o artilheiro Alex Mineiro.
Recentemente, um episódio inusitado entrou para a história do futebol nacional. Classificado, à final da Libertadores de 2005, o clube não pôde fazer o 1º jogo da decisão em seu estádio, que mesmo sendo considerado na época como o mais moderno da América Latina, não possui a capacidade mínima de 40 mil lugares exigida pelo regulamento, problema este que será suprido após a finalização da Arena da Baixada. Mesmo assim, a diretoria do Clube Atlético Paranaense investiu em regime de urgência um milhão de reais na construção de arquibancadas móveis para dar capacidade ao estádio para mais de 42 mil pessoas. Estas mesmas arquibancadas já haviam sido utilizadas no mesmo campeonato na fase anterior, em jogos realizados na América do Sul, sob o aval da CONMEBOL. Mesmo com a autorização oficial de uso das arquibancadas após vistoria do Corpo de Bombeiros e o órgão oficial de engenharia responsável pela vistoria entregues à CONMEBOL em tempo pelo Clube, a CONMEBOL transferiu o jogo à revelia para uma cidade distante de Curitiba, ao invés de indicar estádios no interior do Paraná, como Londrina ou Cascavel, que tinham estádios com esta capacidade como, por exemplo, o Estádio Olímpico de Cascavel. Assim, o Atlético-PR precisou mandar a partida no Estádio Beira-Rio, pertencente ao Internacional, onde empatou por 1x1. Na segunda partida, no Estádio do Morumbi, o Atlético-PR lutou mas sucumbiu no minutos finais e acabou levando quatro gols no final do jogo pelo time do São Paulo, diante de mais de 70 mil torcedores, perdendo o título da Copa Libertadores da América.
O Atlético-PR participou de três Taças Libertadores da América, em 2000, 2002 e 2005, quando foi vice-campeão na controvertida final.
Na Copa Sul-americana de 2006, o Atlético-PR também fez uma boa campanha, passando pelo Paraná Clube, River Plate e Nacional do Uruguai, chegando à semifinal do torneio, onde foi eliminado pelo Pachuca.
Em 2008, o Atlético-PR quebrou o recorde de vitórias seguidas do "Furacão de 49", ganhou 12 partidas seguidas, porém perdeu a final para o rival Coritiba. Em 2009, o Atlético-PR conquistou o Campeonato Paranaense, no ano do Centenário do seu maior rival, o time Coritiba.
Títulos
Nacionais
Campeonato Brasileiro: 1
(2001)
Campeonato Brasileiro - Série B: 1
(1995)
Estaduais
Campeonato Paranaense: 22
(1925, 1929, 1930, 1934, 1936, 1940, 1943, 1945, 1949, 1958, 1970, 1982, 1983, 1985, 1988, 1990, 1998, 2000, 2001, 2002 (Supercampeonato Paranaense), 2005 e 2009).
Torneio Início: 6
(1936, 1947, 1955, 1958, 1987 e 1988).
Copa Paraná: 2
(1998 e 2003).
Copa Sesquicentenário do Paraná: 1
(2003).
Destaques
Vice-Campeão da Copa Libertadores: 2005.
Vice-Campeão do Campeonato Brasileiro: 2004.
Elenco
Goleiros
Nº Jogador
- Renan Rocha
- Márcio
- Santos
Defensores
Nº Jogador Pos.
- Manoel Z
- Rafael Santos Z
- Fabrício Z
- Bruno Costa Z
- Bruno Pires Z
- Gustavo Z
- Wagner Diniz LD
- Edílson LD
- Paulinho LE
- Marcelo Oliveira LE
Meio-campistas
Nº Jogador Pos.
- Deivid V
- Cléber Santana V
- Kléberson V
- Robston V
- Wendel V
- Paulo Roberto V
- Fransérgio V
- Renan V
- Paulo Baier M
- Madson M
- Branquinho M
- Marcinho M
Atacantes
Nº Jogador
20 Morro
- Nieto
- Itamar
- Guerrón
- Adaílton
- Edigar
- Rodriguinho
Comissão técnica
Nome Pos.
Renato Gaúcho T
Leandro Niehues AS
Nilson Borges AS
Márcio Henriques PF
Jean Carlo Lourenço PF
Edy Carlos PF
Tedeschi TG
O Clube Atlético Paranaense é um clube de futebol brasileiro de Curitiba, Estado do Paraná. Foi fundado em 26 de março de 1924 a partir da fusão do Internacional Futebol Clube e do América Futebol Clube. Atualmente é o 13º clube brasileiro no ranking da CONMEBOL.Também é o primeiro clube paranaense a disputar um campeonato nacional,a chegar na final da Libertadores e atualmente é o 18° colocado no ranking nacional.
Conhecido como furacão, foi o Campeão Brasileiro de 2001 e vice-campeão da Copa Libertadores da América de 2005, além de possuir uma Seletiva da Taça Libertadores da América de 1999. O Furacão foi o primeiro time do futebol paranaense a participar de uma competição internacional[carece de fontes]. No Campeonato Brasileiro de Futebol de 2010, foi o unico representante paranaense na Série A, conseguindo terminar na 5ª colocação.
Em um levantamento divulgado pela IFFHS (Fundação Internacional de História e Estatística do Futebol, entidade que divulga mensalmente o ranking mundial de clubes reconhecido pela FIFA) em 30 de novembro de 2010, o Atlético Paranaense foi elencado como o 10º maior clube de futebol do Brasil no Século XXI e o 103º do mundo, ficando à frente de clubes como Manchester City, da Inglaterra, Athletic Bilbao, da Espanha e Sampdoria, da Itália e de brasileiros como Vasco da Gama, Atlético Mineiro e Botafogo.[4]. Em novo levantamento pela mesma entidade (IFFHS - entre 1º de junho de 2010 a 31 de maio de 2011), o clube se mantem entre os maiores do país e caindo algumas posições no rank mundial: 13° clube do país, a frente de Coritiba, Botafogo e Flamengo e o 173° do planeta
História
O primeiro jogo
A primeira partida de futebol (amistosa) que a nova agremiação realizou foi no dia 6 de abril de 1924, contra o Universal FC. e obteve vitória por 4x2. O Atlético jogou com Tapyr, Marrecão e Ferrário; Franico, Lourival e Malello; Smythe, Ari, Marreco, Maneco e Motta.
Os gols foram marcados por Marreco, Ari (2) e Malello. O árbitro foi José Falcine, atleta do Savoia, que mais tarde jogou no rubro-negro.
Década de 1920
Com a união de forças, o Clube Atlético Paranaense ficou uma equipe reforçada e pôde fazer frente aos mais temíveis esquadrões existentes como o Britânia, o Savoia, o Palestra Itália e o Coritiba. Realizando uma campanha brilhante, o Atlético conquistava seu primeiro título de campeão paranaense, em 1925.
Após ser vice-campeão por 3 anos seguidos (1926, 1927 e 1928), o Atlético Paranaense voltou a vestir a faixa de campeão em 1929.
Década de 1930
O Atlético era a melhor equipe do futebol paranaense no início dos anos 1930. Mantendo os mesmos jogadores que haviam se sagrado campeões em 1929, os reforços de Chumbinho e Érico, o Atlético tornou-se uma equipe que se impôs aos adversários. Em 1930, ganhou o título com uma vitória sobre o Coritiba por 3x2. Outro feito notável nesse ano, aconteceu no dia 21 de julho, quando em partida amistosa venceu o poderoso Corinthians por 1x0, gol de Marreco, uma grande conquista para o Atlético.
Em 1934, o Atlético Paranaense já era proprietário, em definitivo, do terreno da Baixada da Água Verde, e o estádio passou a ser denominado de Joaquim Américo Guimarães, sugestão de Alcídio Abreu, para homenagear o grande desportista que havia morrido em 1917.
Nesse ano, após tropeçar em 1931, 1932 e 1933, o rubro-negro voltou a ter uma equipe competitiva e fez bonito. Sagrou-se campeão paranaense de 1934. Na equipe campeã desse ano figurava como goleiro, o jovem Alfredo Gottardi, o "Caju", que viria a ser o maior ídolo de todos os tempos da torcida atleticana.
Em 1936, com apenas 12 anos de existência, o Atlético Paranaense conquistava seu quinto título paranaense, e dessa vez, de forma invicta.
Década de 1940 - Surgia o Furacão
O campeonato de 1940 foi muito disputado. Atlético e o Ferroviário lideraram o certame. O tricolor ferroviário conquistou o 1º turno, enquanto o Atlético Paranaense laureou-se no segundo. Era preciso uma decisão em "melhor de três pontos" para se conhecer o campeão. Em virtude de uma confusão acontecida no último jogo do returno, estava empatado o clássico em 2x2, quando o Ferroviário fez um gol, prontamente anulado pelo árbitro em razão de um impedimento. O antigo Britânia não se conformou e abandonou o campo aos 35 minutos do 2º tempo. O Tribunal de Justiça da Federação Paranaense de Futebol, julgando o caso, deu vitória ao Atlético - 3-2 - pois o Ferroviário se negara a continuar jogando. Este motivo anulou a "melhor de três". O clube ficou 180 dias suspenso e o Atlético Paranaense foi considerado campeão paranaense de 1940.
Em 1943, o Atlético Paranaense trouxe para o elenco o técnico e dois jogadores da Seleção Paraguaia de Futebol. Com a equipe reforçada e com mais qualidade, o rubro-negro voltou a mandar no campeonato. Dois turnos bem disputados. Coritiba campeão do primeiro turno e Atlético do segundo. Novamente, uma "melhor de três pontos" teria que acontecer, o Atlético Paranaense venceu os dois Atletibas por 3-2 e a torcida festejou o título de campeão.
A rivalidade entre o Atlético Paranaense e Coritiba andava em alta. Por duas vezes nos anos 1940 haviam decidido o título. Uma vitória para cada lado.
Em 1945, o campeonato seria decidido no maior clássico do futebol paranaense. O Atlético Paranaense foi campeão do 1º turno de forma invicta. O Coritiba foi o campeão do 2º turno. Seria realizada uma "melhor de três" para decidir o título. Foram partidas para entrarem na história do futebol paranaense. O Coritiba venceu a primeira por 2x1, no Belfort Duarte, atual Couto Pereira. A segunda foi vencida pelo Atlético Paranaense, na Baixada, por 5-4. A terceira partida foi marcada para o Estádio Belfort Duarte. Foi um jogo muito disputado. Terminou empatado no tempo normal - 1-1. O jogo foi para a prorrogação. Aos sete minutos o atacante Xavier, do Atlético Paranaense, fez o gol da vitória. Coritiba 1-2 Atlético Paranaense. A torcida fez uma das maiores festas, com carreatas, fogos de artifício e cânticos até o raiar do sol.
Em 1949, o Atlético Paranaense foi um "Furacão" que passou pelos campos do Paraná. Com a manchete de primeira página no extinto jornal Desportos Ilustrados do dia 20 de maio de 1949 anunciando a goleada do Atlético em cima do Britânia S.C. (no domingo, dia 19 de maio) em letras garrafais:O “Furacão” Levou o “Tigre” de Roldão, nasceu o apelido do rubro-negro paranaense. Não só o time de "49", como os demais times formados pelo clube, receberam o carinhoso apelido de Furacão e assim sendo, o termo furacão foi inserido no hino atleticano, não só para idolatrar o esquadrão de 1949, que arrasou todos os adversários com placares acima de quatro gols, mas também para representar a força que o clube tem junto a sua torcida e o receio e o respeito que seus adversários devem ter nos confrontos dentro das quatro linhas.
O Desportos Ilustrados, naquela edição de segunda-feira, 20 de maio de 1949 e sua manchete, não imaginava o momento histórico que estampava em sua primeira página. A partir daquele dia as manchetes de todos os jornais paranaenses só falavam do "Furacão" rubro-negro que liquidava as equipes adversárias sempre com goleadas. Em 1949 foram onze goleadas seguidas (recorde quebrado apenas 59 anos depois), tornando-se campeão paranaense daquele ano.
Era dos jejuns (1950-1981)
Depois de conquistar facilmente o campeonato paranaense de 1949, o Atlético-PR despencou terrivelmente, no início do ano 1950, que acabou apenas em 1982, período em que o torcedor atleticano quer esquecer. No total, O Atlético só conquistou 2 títulos nesse período: Paranaense de 1958 e de 1970.
Mas o pior estava por vir, em 1967 a situação financeira do clube despencou, e com uma campanha de somente três vitórias, onze empates e quatorze derrotas, o Atlético-PR foi rebaixado para a segunda divisão do paranaense de 1967. Quando surge Jofre Cabral e Silva que conseguiu tirar o time da segunda divisão e deu ânimo para os jogadores rubro-negros, trazendo os campeões mundiais de 1962 Djalma Santos e Bellini. Desta maneira os Rubro negros voltaram com tudo no paranaense de 1968. Mas ele acabou morrendo devido a um infarto, durante uma partida do clube, declarando momentos antes "Não deixem - nunca - morrer o meu Atlético!". Com a moral baixa, o Atlético-PR não conseguiu vencer o paranaense daquele ano.
Em 1970 o Atlético-PR conquistou o título de campeonato paranaense, goleando o Seleto por 4-1 jogando fora de casa. Depois, o Atlético-PR voltou a "pifar" novamente, sem conquistar um título até 1982, com os jogadores Washington e Assis, até hoje ídolos da torcida atleticana. Assim, o rubro-negro paranaense nunca mais passou por outro desses jejuns.
Era da revolução (1995-tempos atuais)
Em 1995, depois de perder de 5-1 para seu rival, Coritiba, assumiu uma nova diretoria, onde lançaram o "Atlético Total" um novo projeto estratégico do clube e que começou bem, com a volta do Atlético à Série A do Brasileirão de 96, ficando na oitava posição.
Em 1997, o antigo estádio Joaquim Américo foi derrubado para a construção do novo estádio. Em 2004 foi firmada uma parceria com a empresa fabricante de aparelhos celulares japonesa Kyocera, renomeando o estádio para Kyocera Arena. Em 2005, após 10 anos de contenda judicial, o Atlético-PR firmou acordo assumindo definitivamente o direito de uso do terreno vizinho.
Em 2001, o Atlético Paranaense vence seu primeiro Campeonato Brasileiro (final contra o São Caetano, onde ganhou por 4-2 e 1-0) e em 2004 foi vice, com o artilheiro Washington marcando um recorde histórico de trinta e quatro gols numa única edição do Campeonato Brasileiro. Em 2001, o grande nome dos jogos foi o artilheiro Alex Mineiro.
Recentemente, um episódio inusitado entrou para a história do futebol nacional. Classificado, à final da Libertadores de 2005, o clube não pôde fazer o 1º jogo da decisão em seu estádio, que mesmo sendo considerado na época como o mais moderno da América Latina, não possui a capacidade mínima de 40 mil lugares exigida pelo regulamento, problema este que será suprido após a finalização da Arena da Baixada. Mesmo assim, a diretoria do Clube Atlético Paranaense investiu em regime de urgência um milhão de reais na construção de arquibancadas móveis para dar capacidade ao estádio para mais de 42 mil pessoas. Estas mesmas arquibancadas já haviam sido utilizadas no mesmo campeonato na fase anterior, em jogos realizados na América do Sul, sob o aval da CONMEBOL. Mesmo com a autorização oficial de uso das arquibancadas após vistoria do Corpo de Bombeiros e o órgão oficial de engenharia responsável pela vistoria entregues à CONMEBOL em tempo pelo Clube, a CONMEBOL transferiu o jogo à revelia para uma cidade distante de Curitiba, ao invés de indicar estádios no interior do Paraná, como Londrina ou Cascavel, que tinham estádios com esta capacidade como, por exemplo, o Estádio Olímpico de Cascavel. Assim, o Atlético-PR precisou mandar a partida no Estádio Beira-Rio, pertencente ao Internacional, onde empatou por 1x1. Na segunda partida, no Estádio do Morumbi, o Atlético-PR lutou mas sucumbiu no minutos finais e acabou levando quatro gols no final do jogo pelo time do São Paulo, diante de mais de 70 mil torcedores, perdendo o título da Copa Libertadores da América.
O Atlético-PR participou de três Taças Libertadores da América, em 2000, 2002 e 2005, quando foi vice-campeão na controvertida final.
Na Copa Sul-americana de 2006, o Atlético-PR também fez uma boa campanha, passando pelo Paraná Clube, River Plate e Nacional do Uruguai, chegando à semifinal do torneio, onde foi eliminado pelo Pachuca.
Em 2008, o Atlético-PR quebrou o recorde de vitórias seguidas do "Furacão de 49", ganhou 12 partidas seguidas, porém perdeu a final para o rival Coritiba. Em 2009, o Atlético-PR conquistou o Campeonato Paranaense, no ano do Centenário do seu maior rival, o time Coritiba.
Títulos
Nacionais
Campeonato Brasileiro: 1
(2001)
Campeonato Brasileiro - Série B: 1
(1995)
Estaduais
Campeonato Paranaense: 22
(1925, 1929, 1930, 1934, 1936, 1940, 1943, 1945, 1949, 1958, 1970, 1982, 1983, 1985, 1988, 1990, 1998, 2000, 2001, 2002 (Supercampeonato Paranaense), 2005 e 2009).
Torneio Início: 6
(1936, 1947, 1955, 1958, 1987 e 1988).
Copa Paraná: 2
(1998 e 2003).
Copa Sesquicentenário do Paraná: 1
(2003).
Destaques
Vice-Campeão da Copa Libertadores: 2005.
Vice-Campeão do Campeonato Brasileiro: 2004.
Elenco
Goleiros
Nº Jogador
- Renan Rocha
- Márcio
- Santos
Defensores
Nº Jogador Pos.
- Manoel Z
- Rafael Santos Z
- Fabrício Z
- Bruno Costa Z
- Bruno Pires Z
- Gustavo Z
- Wagner Diniz LD
- Edílson LD
- Paulinho LE
- Marcelo Oliveira LE
Meio-campistas
Nº Jogador Pos.
- Deivid V
- Cléber Santana V
- Kléberson V
- Robston V
- Wendel V
- Paulo Roberto V
- Fransérgio V
- Renan V
- Paulo Baier M
- Madson M
- Branquinho M
- Marcinho M
Atacantes
Nº Jogador
20 Morro
- Nieto
- Itamar
- Guerrón
- Adaílton
- Edigar
- Rodriguinho
Comissão técnica
Nome Pos.
Renato Gaúcho T
Leandro Niehues AS
Nilson Borges AS
Márcio Henriques PF
Jean Carlo Lourenço PF
Edy Carlos PF
Tedeschi TG
Fortaleza Esporte Clube
Introdução
Fortaleza Esporte Clube é uma agremiação esportiva sediada na cidade de Fortaleza, no Nordeste do Brasil, fundada em 18 de outubro de 1918, por Alcides Santos, um dos maiores esportistas cearenses, que se apaixonou pelo futebol durante o período em que estudou no College Stella na França.
No futebol, principal esporte em que milita, foi por duas vezes vice-campeão brasileiro da primeira divisão, nos anos de 1960 e 1968, duas vezes vice-campeão brasileiro da segunda divisão, campeão do Norte-Nordeste em 1970, primeiro campeão regional do Nordeste, quando conquistou a Copa Cidade de Natal de 1946 e detentor de 39 títulos do Campeonato Cearense.
O clube possui o estádio Alcides Santos, maior estádio particular do estado, também chamado de Parque dos Campeonatos, e o Centro de Treinamento Ribamar Bezerra. Além do Futebol, tem tradição em vários esportes olímpicos, sendo destaques os títulos de campeão brasileiro adulto de handebol feminino em 2001, e em 2004 no masculino; campeão nordestino de basquetebol em 2001 e em 2003; campeão do Norte/Nordeste de futsal em 2003 e da Liga Nordeste de Futsal de 2009; e campeão da Liga Nordeste de Handebol masculino, em 2010.
Dono da maior torcida do estado do Ceará (dentre todos os clubes brasileiros), segundo o Instituto Ibope e o Jornal Lance, a quarta na Região Nordeste[5] e a décima sexta Brasil. Já na década de 1970, nos anos de 1973 e 1974 é o clube que mais leva torcedores para os estádios cearenses . Em 2001 o Instituto de pesquisa IBOPE afirma o Fortaleza possui a maior torcida do estado, fatos comprovados nas demais pesquisas que foram feitas a posteriores sendo a maior torcida do estado, a quarta da Região Nordeste e a décima sexta torcida no Brasil, fato também comprovado pelo Jornal Lance, e Instituto Datafolha[8] que já havia apresentado números referentes com relação na capital cearense. O clube tricolor também tem números expressivos de seus torcedores no Amazonas, no Distrito Federal,[9] no Pará, no Piauí, no Rio Grande do Norte e em Roraima onde o clube possui embaixadas. É o clube cearense que mais recebeu apostas de Time do Coração na loteria Timemania , da Caixa nos anos de 2009 e 2010 , sendo atualmente o 2º do Nordeste (superado apenas pelo Bahia) e o 14º do Brasil
História
Origens
1912, o futebol volta a ser praticado em larga escala na Fortaleza da Belle Époque[1], onde tinha a França como ponto de partida para seu processo de civilização e maior inspiradora dos valores e padrões que se difundiram na cidade, onde os filhos da aristocracia realizavam seus estudos.
Em sua volta da França em 1912, o jovem Alcides Santos funda um clube chamado Fortaleza, mas logo seria extinto, em 1918 no dia 18 de outubro, funda o Fortaleza Sporting Club (primeira denominação do clube) na rua Barão do Rio Branco. Participaram da primeira reunião : Alcides Santos (primeiro presidente), Oscar Loureiro, João Gentil, Pedro Riquet, Walter Olsen, Walter Barroso, Clóvis Moura, Jayme Albuquerque e Clóvis Gaspar, entre outros tendo as cores do clube : o azul, branco e vermelho originado da bandeira da França.
Em seu primeiro ano de vida, o Fortaleza sagra-se campeão de um dos torneios realizados pela extinta Liga Metropolitana Cearense, dando início à sua trajetória de títulos chegando a duas finais de Campeonato Brasileiro de Futebol Série A, duas finais de Campeonato Brasileiro de Futebol Série B, dois regionais e sendo o clube detentor de vários títulos estaduais.
A soberania dos anos 1920 e o tricampeonato em 1928
Com aproximadamente 80.000 habitantes, a Fortaleza dos anos 1920 era uma cidade em expansão, surgia no campo do Prado, a Associação Desportiva Cearense, homens e mulheres da sociedade cearense assistiam ao surgimento de uma nova potência no "foot-ball" local: um time com as cores inspiradas na bandeira da França, que venceria o também tricolor Guarany na final do Campeonato Cearense de 1920. Nascia a denominação Tricolor de Aço, o aço por ser o elemento químico mais importante na liga metálica na época, mais tarde seria para diferenciar entre o Fortaleza Esporte Clube (o Tricolor de Aço) e o Ferroviário Atlético Clube (o Tricolor de Ferro).
Em 1921, vários clubes importaram muitos jogadores, três abandonaram o certame: América, Bangu, e o lanterna do ano anterior, Ceará; o Fortaleza aposta na prata da casa e vence novamente o Guarany e conquista o Bicampeonato.
A perda do tricampeonato em 1922 representaria o início da rivalidade entre Fortaleza x Ceará, no ano seguinte a terceira conquista, em 1924 conquista o bicampeonato com folga, oito vitórias em oito jogos, 30 gols marcados e 11 sofridos, no último jogo, goleada no Ceará por seis gols. A sede do clube é situada numa sala do Edifício Majestic Palace.
O campeonato equilibrado de 1926 é decidido após um jogo extra. Em 1927 o torneio é realizado no Stadium Sport Cearense, construído no local onde ficava o Campo do Prado no qual a população se referia a tal praça esportiva. Em 1928 veio o tricampeonato invicto com sete vitórias em sete jogos.
Em 1929 quando liderava o segundo turno e partia para o inédito tetracampeonato, abandona a disputa no dia 6 de agosto licenciando seu departamento de futebol, motivado por divergências com a mentora do futebol cearense sobre julgamento de protestos. Na época, alguns jogadores transferiram-se para o Orion ,que com a base do Tricolor, tornasse campeão no ano seguinte.
A soberania dos anos 1920 e o tricampeonato em 1928
Com aproximadamente 80.000 habitantes, a Fortaleza dos anos 1920 era uma cidade em expansão, surgia no campo do Prado, a Associação Desportiva Cearense, homens e mulheres da sociedade cearense assistiam ao surgimento de uma nova potência no "foot-ball" local: um time com as cores inspiradas na bandeira da França, que venceria o também tricolor Guarany na final do Campeonato Cearense de 1920. Nascia a denominação Tricolor de Aço, o aço por ser o elemento químico mais importante na liga metálica na época, mais tarde seria para diferenciar entre o Fortaleza Esporte Clube (o Tricolor de Aço) e o Ferroviário Atlético Clube (o Tricolor de Ferro).
Em 1921, vários clubes importaram muitos jogadores, três abandonaram o certame: América, Bangu, e o lanterna do ano anterior, Ceará; o Fortaleza aposta na prata da casa e vence novamente o Guarany e conquista o Bicampeonato.
A perda do tricampeonato em 1922 representaria o início da rivalidade entre Fortaleza x Ceará, no ano seguinte a terceira conquista, em 1924 conquista o bicampeonato com folga, oito vitórias em oito jogos, 30 gols marcados e 11 sofridos, no último jogo, goleada no Ceará por seis gols. A sede do clube é situada numa sala do Edifício Majestic Palace.
O campeonato equilibrado de 1926 é decidido após um jogo extra. Em 1927 o torneio é realizado no Stadium Sport Cearense, construído no local onde ficava o Campo do Prado no qual a população se referia a tal praça esportiva. Em 1928 veio o tricampeonato invicto com sete vitórias em sete jogos.
Em 1929 quando liderava o segundo turno e partia para o inédito tetracampeonato, abandona a disputa no dia 6 de agosto licenciando seu departamento de futebol, motivado por divergências com a mentora do futebol cearense sobre julgamento de protestos. Na época, alguns jogadores transferiram-se para o Orion ,que com a base do Tricolor, tornasse campeão no ano seguinte.
Renasce o futebol do Fortaleza
Em 1932, o clube retorna ao campeonato cearense, ficando em 3º lugar com um time de garotos e com sede no subúrbio. No ano seguinte, inicia a cobrança de ingressos para os jogos do campeonato e volta a ser campeão perdendo apenas uma partida. No ano de 1934, três clubes abandonaram o torneio após serem derrotados pelo Tricolor: Liceu (4 a 2), Gentilândia (6 a 2) e Ceará (5 a 0); na final, o time tricolor derrota o poderoso América e seu "ataque de 100 gols", sendo campeão invicto.
Em 1937, conquista mais um título invicto. No torneio seguinte, no jogo contra o Iracema marca um recorde que perdura: o atleta Alemão marca oito gols, dos quais seis de cabeça. Jornais da época afirmaram que o juiz ainda anulou três deles, sendo esse jogo, a partida com maior número de gol do Campo do Prado.
Em 1941, a cidade com 180.000 habitantes ganha um novo estádio, batizado como Presidente Vargas, carinhosamente chamado de PV, estádio no qual e com ajuda de sua torcida, o clube alcança em 30 anos o vice-campeonato brasileiro de 1960 e 1968; uma competição regional em 1970 e os estaduais de 1946, 1947, 1949, 1953, 1954, 1959, 1960, 1964, 1965, 1967 e 1969.
Década de 1940: De Sporting Club a Esporte Clube e a conquista do Primeiro Regional
Com o apogeu do Estado Novo na década de 1940, o Nacionalismo está cada vez mais presente entre os brasileiros, o Estado Novo promovia grandes manifestações patrióticas, cívicas e nacionalistas eram incentivados, o então Presidente da Republica, Gétulio Vargas assina o Decreto-Lei nº. 3.199 de 14 de abril de 1941 no qual padroniza o nome da Confederações, Federações e Clubes, fato que fez a então Associação dos Desportos do Ceará (ADC) mudar de nome para Federação Cearense de Desportos (FCD) e o Fortaleza Sportig Club respeitando o Art. 45 do decreto-Lei que cita : Será constituida, pelo Ministro da Educação e Saude, uma comissão de especialistas que estude e organize um plano de nacionalização e uniformização das expressões usadas nos desportos[17]. Nacionaliza o Sporting Club para Esporte Clube.
Em 1946, a Federação Norte-Riograndense de Futebol promove o primeiro campeonato Nordestino de Futebol, convidando os campeões estaduais da Região daquele ano, que pela distância de suas sedes para Natal alguns clubes desistiram. No dia 14 de julho, estréia no Estádio Juvenal Lamartine, frente ao América (PE), numa vitória por 5 a 3. Após a vitória, a manchete do Correio do Ceará dizia: "Verdadeiros ídolos da torcida de Natal os cracks do Fortaleza".
Apenas em 21 de maio de 1947, depois de alguns adiamentos, é realizada a final do torneio no mesmo estádio onde ocorreram todos os jogos da competição, o Juvenal Lamartine, com vitória do Tricolor por 3 a 1, frente ao América de Natal, com gols de Jombrega (duas vezes) e Piolho, descontando Nonato para a equipe potiguar. A formação do "esquadrão atômico", expressão utilizada pela imprensa local para chamar o campeão foi: Juju; Stênio e Natal; Jorge, Arrupiado e Torres (Zé Sérgio); Carlinhos, Pipiu, França, Jombrega e Piolho.
Década de 1950: A Construção do novo Estádio
Em 1951, a Prefeitura Municipal de Fortaleza decide reformar o Estádio Presidente Vargas, renasce a ideia na diretoria tricolor, da necessidade de ter de volta um Estádio particular, já que teve como estádio próprio durante os anos : o Campo do Alagadiço na década de 1920 e o Estádio do Campo da Praça das Pelotas (atual Praça Clóvis Beviláqua) [18] durante a década de 1930.
O clube ganha os campeonatos de 1953 e 1954. No ano de 1957 o clube adquire terrenos no Bairro do Pici, que durante a Segunda Guerra Mundial era Base militar dos americanos em Fortaleza, chamado de Post Command (Posto de Comando) , por isso a denominação PICI, transfere a sede do Clube da Gentilândia para o novo Bairro. Passando a denominar de Leão do Pici, referência ao bairro onde está localizado o Parque dos Campeonatos.
Década de 1960: Os Vices-Campeonatos Brasileiro de 1960 e 1968
O Fortaleza Esporte Clube disputa à primeira, de suas vinte participações da Série A do Campeonato Nacional, em 1960, sendo vice-campeão brasileiro em 1960 e em 1968.
Em 1960 chega a final da competição, após eliminar o ABC, o Moto Clube o Bahia e o Santa Cruz, perde a final do Campeonato Brasileiro para o Palmeiras. O time base era: Pedrinho; Mesquita e Sanatiel; Toinho, Sapenha e Ninoso; Benedito, Walter Vieira, Moésio Gomes, Charuto e Bececê (artilheiro da competição).
No ano de 1968 chega a mais uma final do Campeonato Brasileiro, após eliminar o Bahia e o Náutico, empata o primeiro jogo da final por 2x2 contra o Botafogo de Jairzinho, Paulo César Caju e Roberto Miranda, tricampeões mundiais com a seleção brasileira em 1970, mas perde o jogo decisivo no Maracanã por 4x0.
Década de 1970 : A conquista do Norte-Nordeste e o primeiro campeão do Castelão
O primeiro título do Fortaleza Esporte Clube na Década de 1970 é a conquista do Norte-Nordeste. A equipe na primeira fase classifica em primeiro lugar do Grupo 1, com 10 pontos ganhos realizado os seguintes jogos:
11 de Outubro de 1970 - Fortaleza 3 x 0 Moto Club
14 de Outubro de 1970 - River 1 x 0 Fortaleza
21 de Outubro de 1970 - Fortaleza 2 x 0 Maranhão
25 de Outubro de 1970 - Sampaio Correia 0 x 0 Fortaleza
1 de Novembro de 1970 - Fortaleza 4 x 0 Piauí
5 de Novembro de 1970 - Flamengo 1 x 1 Fortaleza
8 de Novembro de 1970 - Fortaleza 1 x 1 Guarany
Segunda Fase
21 de Novembro de 1970 - Fortaleza 3 x 2 Galícia
25 de Novembro de 1970 - Campinense 1 x 1 Fortaleza
29 de Novembro de 1970 - Fortaleza 1 x 0 Ceará
2 de Dezembro de 1970 - Fortaleza 2 x 0 Flamengo
9 de Dezembro de 1970 - Sport 1 x 0 Fortaleza
Classifica pro quadrangular final na segunda colocação do Grupo 3B do Nordeste, conquistando sete pontos.
Quadrangular Final
13 de Dezembro de 1970 - Fortaleza 0 x 0 Sport
15 de Dezembro de 1970 - Fast Clube 1 x 1 Fortaleza
17 de Janeiro de 1971 - Tuna Luso 0 x 0 Fortaleza
24 de Janeiro de 1971 - Fortaleza 2 x 1 Tuna Luso
27 de Janeiro de 1971 - Fortaleza 4 x 1 Fast Clube
31 de Janeiro de 1971 - Sport 2 x 1 Fortaleza
Mesmo perdendo pro Sport em Recife por 2x1, vence o Norte-Nordeste pelo critério de desempate, pois ambos terminaram com o mesmo número de pontos. Festa na chegada a cidade de Fortaleza com seus 857.000 habitantes ao novo campeão do Norte-Nordeste.
Em novembro de 1973 é inaugurado na cidade de Fortaleza, o Estádio Governador Plácido Castelo, o Castelão. O ano de 1974 é marcado para se saber qual clube teria a honra de se tornar o primeiro campeão do novo Estádio. O Fortaleza Esporte Clube perde o primeiro turno do estadual, tendo a obrigação de vencer o segundo turno, para forçar a final do Campeonato.
No dia 19 de março de 1975, decide o turno contra o Ceará, vencendo teria mais jogos para se definir o Campeão de 1974. Vitória tricolor por 4x0 com gols de Geraldino Saravá três vezes e Amilton Melo. A equipe atuou com : Lulinha, Louro, Pedro Basílio, Osires e Roner; Chinesinho, Lucinho, Amilton Melo e Zé Carlos; Haroldo e Geraldino Saravá. Quatro dias após é realizada a primeira partida da final, mais uma vitória tricolor, agora por 1x0 com mais um gol de Geraldino. No dia 26 de março estava marcado a segunda partida da “melhor de três”, nova vitória tricolor com gols de Haroldo e Amilton Melo duas vezes.. A equipe conquista o Bicampeonato realizando 30 jogos, sendo 23 vitórias, 4 empates e apenas 3 derrotas, marcando 87 gols e sofrendo 22 gols.
Década de 1980: A máquina Tricolor de 1982/1983 e mais dois títulos em 1985 e 1987
A década de 1980 começa para o Fortaleza em branco, no estadual de 1980 não conquista os turnos disputados e não chega a final do Cearense, em 1981 decide apenas o segundo turno. Em 1982 é decidido que o tricolor montaria um time para atropelar os adversários, para isso contrata o goleiro Salvino do Ferroviário, o zagueiro Chagas (do Vasco da Gama), Zé Eduardo (que atuava na equipe rival), o ponta-direita Geraldinho (do Fluminense),Adílton (do Flamengo), Miltão, Nélson, Assis Paraíba, trás de volta o zagueiro Pedro Basílio, além de outros atletas. O Leão do Pici conquista os dois primeiros turnos do campeonato e o Ferroviário conquista o terceiro. Na final (em melhor de três partidas), empate no primeiro jogo em 1 a 1 e segundo jogo em 2 a 2, na terceira partida vitória tricolor por 4 a 0, gols de Adílton (3) e Roner.
No ano seguinte o presidente Ney Rebouças remonta a máquina tricolor, trazendo para o clube Tadeu (do Fluminense), Luisinho das Arábias (do Flamengo), Júlio César Uri Geller (do Flamengo), Wescley (do Botafogo) , Edson (do Botafogo) e Marquinhos (do Vasco da Gama) ganha o primeiro turno invicto, mais um vez passa por cima dos adversários e no último jogo do campeonato vence o Ferroviário por 2 a 0 com dois gols de Luisinho das Arábias.
Em 1984 termina o estadual na segunda colocação, em 1985 o Fortaleza traz para treinar o seu elenco o ex-jogador do Santos, Pepe e conquista o estadual de número 27. Em 1986 perde o Bicampeonato.
No ano de 1987 é o clube de melhor campanha no estadual e com o empate em 0 a 0 no último jogo conquista mais um título cearense. Em 1988 perde a final para o Ferroviário com gol de Marcelo Veiga.
Década de 1990: O Maior público em Clássico-Rei e o Acesso a Série A do Brasileiro
O Maior público registrado em Clássico-Rei aconteceu pelo Campeonato Cearense de 1991 no dia 6 de outubro de 1991, o público da partida foi 60.363 pagantes com vitória tricolor pelo placar de 1x0. O Fortaleza após vencer o terceiro turno do estadual e o quarto turno, o tricolor conquista no 15 de dezembro de 1991 o Estadual de número 29.
O Fortaleza Esporte Clube conseguiu o acesso a Série A de 1993 , após conquistar a sétima colocação da Série B de 1992 na qual, classificava 12 equipes para Primeira Divisão de 1993. O clube conquista 28 pontos em 26 jogos, com 11 vitórias, 6 empates e 9 derrotas, marcando 30 gols e sofrendo 24.
Década de 2000: O Maior Tabu em Clássico-Rei
O maior tabu em jogos oficiais estabelecido na história, durou entre 17 de julho de 1999 e 8 de julho de 2001, foram doze vitórias e quatro empates em 16 partidas. Os jogos do tabu foram os seguintes:
17 de Julho de 1999 - Fortaleza 7 x 2 Ceará Campeonato Cearense de 1999
27 de Fevereiro de 2000 - Fortaleza 4 x 0 Ceará Campeonato Cearense de 2000
2 de Abril de 2000 - Fortaleza 1 x 0 Ceará Campeonato Cearense de 2000
30 de Abril de 2000 - Fortaleza 3 x 0 Ceará Campeonato Cearense de 2000
7 de Maio de 2000 - Fortaleza 2 x 1 Ceará Campeonato Cearense de 2000
11 de Junho de 2000 - Fortaleza 2 x 1 Ceará Campeonato Cearense de 2000
27 de Junho de 2000 - Fortaleza 1 x 1 Ceará Campeonato Cearense de 2000
16 de Julho de 2000 - Fortaleza 1 x 1 Ceará Campeonato Cearense de 2000
27 de Setembro de 2000 - Fortaleza 3 x 1 Ceará Série B de 2000
21 de Fevereiro de 2001 - Fortaleza 2 x 1 Ceará Campeonato do Nordeste de 2001
28 de Março de 2001 - Fortaleza 1 x 1 Ceará Campeonato Cearense de 2001
13 de Maio de 2001 - Fortaleza 2 x 2 Ceará Campeonato Cearense de 2001
20 de Maio de 2001 - Fortaleza 4 x 3 Ceará Campeonato Cearense de 2001
10 de Junho de 2001 - Fortaleza 1 x 0 Ceará Campeonato Cearense de 2001
5 de Julho de 2001 - Fortaleza 0 x 0 Ceará Campeonato Cearense de 2001
8 de Julho de 2001 - Fortaleza 3 x 1 Ceará Campeonato Cearense de 2001
Década de 2000: Os vices-campeonatos da Série B em 2002 e 2004
O Fortaleza Esporte Clube conseguiu o acesso a Série A de 2003, após 31 jogos, conquistando 59 pontos, sendo 18 vitórias, 5 empates e 8 derrotas, marcando 61 gols e sofrendo 31 gols.
Os jogos finais da Série B de 2002 foram:
Fortaleza 2 x 0 Criciúma - 30 de novembro - Estádio Castelão
Criciúma 4 x 1 Fortaleza - 7 de Dezembro - Estádio Heriberto Hülse
Na Série B de 2004, o Fortaleza Esporte Clube conquistou 55 pontos em 35 jogos sendo 15 vitórias, 10 empates e 10 derrotas, 55 gols prós e 30 contra. A seguir o quadro com os jogos e classificação do Quadrangular Final.
O Campeonato de 2002
Além dos oito títulos conquistados na década, o tricolor conquistando o campeonato de 2002 passaria a ter nove títulos na década. Entenda a situação sobre o Campeonato Cearense de 2002, disputado em três turnos, o Fortaleza conquistou o primeiro turno e o Ceará o 2º e 3º turno.
Em março de 2002 o Ceará contrata o costarriquenho David Madrigal. No dia 16 de julho, o Limoeiro descobre a irregularidade no visto de trabalho de David e tenta a impugnação da partida realizada pelo 3º turno no dia 10 de julho em que o Ceará venceu por 3x1, entrando com uma ação no TJD. No dia 23 de julho o contrato de David é suspenso pela FCF, após a descoberta de que o seu visto de trabalho só o permitia atuar pelo Roma de Apuracana, seu clube anterior. A final do campeonato estadual é realizado no dia 7 de agosto, entre o Fortaleza vencedor de um turno e o Ceará, vencedor de dois turnos,(por ser vencedor de dois turnos jogou a final por um empate). O jogo acabou empatado em 1x1, o Ceará por ter conquistado dois turnos é declarado campeão.
Em Setembro de 2002 o Fortaleza entra com uma ação cautelar no TJD pedindo a anulação dos pontos do Ceará nas partidas em que David atuou e a consequente transferência do título para o vice-campeão, no caso o Tricolor, no dia 6 de outubro o juiz Inácio de Alencar Cortez Neto, da 17ª Vara Cível, julga procedente em primeira instância a ação ordinária promovida pelo Fortaleza pedindo a anulação dos pontos na partida em que David Madrigal atuou e a consequente transferência do título estadual de 2002.
Década de 2010 : Do título inédio à crise
O Tetracampeonato de 2007/2008/2009/2010, começa em 2007 com o título vencido em cima do Icasa. No ano seguinte veio o bicampeonato. o Fortaleza venceu os dois jogos da final frente ao Icasa: 2 a 0 no Romeirão e uma goleada por 4 a 2 no Castelão. O Tricampeonato em 2009 foi conquistado com 14 Vitórias, 7 Empates e 5 Derrotas, com 54 Gols Pró e 31 contra. As finais foram disputadas nos dias 26 de Abril (vitória do Tricolor de Aço por 2x1, gols de Guto e Wanderley) e 3 de maio. Neste segundo jogo, o Tricolor jogava por um empate e perdia por 1x0 até os oito minutos do segundo tempo, quando Marcelo Nicácio marcou de peixinho o gol do Tricampeonato, para delírio da nação tricolor.
No Estadual de 2010 conquista o primeiro turno e seu rival conquista o segundo. Na final, o primeiro jogo foi ganho pelo Leão, o segundo foi ganho pelo Ceará. Nos pênaltis, 3x1 para o Fortaleza, e assim se consagra, pela primeira vez na história, Tetra campeão Cearense.[26]
Por outro lado, o Fortaleza começou mal a década de 2010. Conquistou seu tetracampeonato, mas no Brasileirão amargou o rebaixamento para a Série C em 2009. Em 2010, o Leão não conseguiu passar da fase classificatória e permaneceu na terceira divisão. Em 2011, o Leão amarga sua 8ª participação na Série C. Após o terceiro lugar no estadual, vários jogadores foram contratados e, vários amistosos preparativos foram feitos: Fortaleza 3x2 Trairiense, Fortaleza 11x1 Unifor, Fortaleza 3x2 Maranguape e Fortaleza 3x0 Horizonte.
Temporada 2011
O clube disputou no primeiro semestre, o Campeonato Cearense ficando na terceira colocação, a Copa do Brasil na qual foi eliminado na segunda fase. A equipe presidida pelo Deputado Osmar Baquit começou mal o Campeonato Brasileiro, se no ano passado, o Fortaleza ficou invicto na Série C, este ano, o tricolor cearense perdeu os dois primeiros jogos. Atualmente se encontra na 5ª posição do grupo, com nenhum ponto. A equipe do técnico Arthur Bernardes terá como próximo jogo o Guarany de Sobral.
Elenco
Goleiros
Jogador
Erivelton
Fábio Lima
Lopes
Marcelo Bonan
Defensores
Jogador Pos.
Bonfim Z
Dezinho Z
Ebelardo Z
Gilmak ² Z
Júlio César Z
Lino Z
Preto Z
Romário Z
Márcio Gabriel LD
Guto ³ LE
João Victor LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Escobar V
Leandro V
Luciano Sorriso V
Magal V
Régis V
Rogério V
Ronaldão V
Russo V
Eduardo M
Esley M
William Fabro M
Isael M
Lelê M
Pereira M
Atacantes
Jogador
Carlinhos Bala
Gustavo Papa
Léo Andrade
Patrick
Rodrigo Dantas
Vavá
Vinícius
Welington Amorim
Comissão técnica
Nome Pos.
Arthur Bernardes T
Bruno Barbosa PF
Celso Santos PF
Cleisson Assunção CO
Glay Maranhão MD
Henrique Bastos MD
Albino Luciano FT
Patrício FT
Wellington Moura MA
Manoel Almeida MA
Jurandir Júnior GF
Álvaro Augusto SV
Cícero Almeida MD
Cláudio Sexta MD
Antônia Porfírio AN
Fortaleza Esporte Clube é uma agremiação esportiva sediada na cidade de Fortaleza, no Nordeste do Brasil, fundada em 18 de outubro de 1918, por Alcides Santos, um dos maiores esportistas cearenses, que se apaixonou pelo futebol durante o período em que estudou no College Stella na França.
No futebol, principal esporte em que milita, foi por duas vezes vice-campeão brasileiro da primeira divisão, nos anos de 1960 e 1968, duas vezes vice-campeão brasileiro da segunda divisão, campeão do Norte-Nordeste em 1970, primeiro campeão regional do Nordeste, quando conquistou a Copa Cidade de Natal de 1946 e detentor de 39 títulos do Campeonato Cearense.
O clube possui o estádio Alcides Santos, maior estádio particular do estado, também chamado de Parque dos Campeonatos, e o Centro de Treinamento Ribamar Bezerra. Além do Futebol, tem tradição em vários esportes olímpicos, sendo destaques os títulos de campeão brasileiro adulto de handebol feminino em 2001, e em 2004 no masculino; campeão nordestino de basquetebol em 2001 e em 2003; campeão do Norte/Nordeste de futsal em 2003 e da Liga Nordeste de Futsal de 2009; e campeão da Liga Nordeste de Handebol masculino, em 2010.
Dono da maior torcida do estado do Ceará (dentre todos os clubes brasileiros), segundo o Instituto Ibope e o Jornal Lance, a quarta na Região Nordeste[5] e a décima sexta Brasil. Já na década de 1970, nos anos de 1973 e 1974 é o clube que mais leva torcedores para os estádios cearenses . Em 2001 o Instituto de pesquisa IBOPE afirma o Fortaleza possui a maior torcida do estado, fatos comprovados nas demais pesquisas que foram feitas a posteriores sendo a maior torcida do estado, a quarta da Região Nordeste e a décima sexta torcida no Brasil, fato também comprovado pelo Jornal Lance, e Instituto Datafolha[8] que já havia apresentado números referentes com relação na capital cearense. O clube tricolor também tem números expressivos de seus torcedores no Amazonas, no Distrito Federal,[9] no Pará, no Piauí, no Rio Grande do Norte e em Roraima onde o clube possui embaixadas. É o clube cearense que mais recebeu apostas de Time do Coração na loteria Timemania , da Caixa nos anos de 2009 e 2010 , sendo atualmente o 2º do Nordeste (superado apenas pelo Bahia) e o 14º do Brasil
História
Origens
1912, o futebol volta a ser praticado em larga escala na Fortaleza da Belle Époque[1], onde tinha a França como ponto de partida para seu processo de civilização e maior inspiradora dos valores e padrões que se difundiram na cidade, onde os filhos da aristocracia realizavam seus estudos.
Em sua volta da França em 1912, o jovem Alcides Santos funda um clube chamado Fortaleza, mas logo seria extinto, em 1918 no dia 18 de outubro, funda o Fortaleza Sporting Club (primeira denominação do clube) na rua Barão do Rio Branco. Participaram da primeira reunião : Alcides Santos (primeiro presidente), Oscar Loureiro, João Gentil, Pedro Riquet, Walter Olsen, Walter Barroso, Clóvis Moura, Jayme Albuquerque e Clóvis Gaspar, entre outros tendo as cores do clube : o azul, branco e vermelho originado da bandeira da França.
Em seu primeiro ano de vida, o Fortaleza sagra-se campeão de um dos torneios realizados pela extinta Liga Metropolitana Cearense, dando início à sua trajetória de títulos chegando a duas finais de Campeonato Brasileiro de Futebol Série A, duas finais de Campeonato Brasileiro de Futebol Série B, dois regionais e sendo o clube detentor de vários títulos estaduais.
A soberania dos anos 1920 e o tricampeonato em 1928
Com aproximadamente 80.000 habitantes, a Fortaleza dos anos 1920 era uma cidade em expansão, surgia no campo do Prado, a Associação Desportiva Cearense, homens e mulheres da sociedade cearense assistiam ao surgimento de uma nova potência no "foot-ball" local: um time com as cores inspiradas na bandeira da França, que venceria o também tricolor Guarany na final do Campeonato Cearense de 1920. Nascia a denominação Tricolor de Aço, o aço por ser o elemento químico mais importante na liga metálica na época, mais tarde seria para diferenciar entre o Fortaleza Esporte Clube (o Tricolor de Aço) e o Ferroviário Atlético Clube (o Tricolor de Ferro).
Em 1921, vários clubes importaram muitos jogadores, três abandonaram o certame: América, Bangu, e o lanterna do ano anterior, Ceará; o Fortaleza aposta na prata da casa e vence novamente o Guarany e conquista o Bicampeonato.
A perda do tricampeonato em 1922 representaria o início da rivalidade entre Fortaleza x Ceará, no ano seguinte a terceira conquista, em 1924 conquista o bicampeonato com folga, oito vitórias em oito jogos, 30 gols marcados e 11 sofridos, no último jogo, goleada no Ceará por seis gols. A sede do clube é situada numa sala do Edifício Majestic Palace.
O campeonato equilibrado de 1926 é decidido após um jogo extra. Em 1927 o torneio é realizado no Stadium Sport Cearense, construído no local onde ficava o Campo do Prado no qual a população se referia a tal praça esportiva. Em 1928 veio o tricampeonato invicto com sete vitórias em sete jogos.
Em 1929 quando liderava o segundo turno e partia para o inédito tetracampeonato, abandona a disputa no dia 6 de agosto licenciando seu departamento de futebol, motivado por divergências com a mentora do futebol cearense sobre julgamento de protestos. Na época, alguns jogadores transferiram-se para o Orion ,que com a base do Tricolor, tornasse campeão no ano seguinte.
A soberania dos anos 1920 e o tricampeonato em 1928
Com aproximadamente 80.000 habitantes, a Fortaleza dos anos 1920 era uma cidade em expansão, surgia no campo do Prado, a Associação Desportiva Cearense, homens e mulheres da sociedade cearense assistiam ao surgimento de uma nova potência no "foot-ball" local: um time com as cores inspiradas na bandeira da França, que venceria o também tricolor Guarany na final do Campeonato Cearense de 1920. Nascia a denominação Tricolor de Aço, o aço por ser o elemento químico mais importante na liga metálica na época, mais tarde seria para diferenciar entre o Fortaleza Esporte Clube (o Tricolor de Aço) e o Ferroviário Atlético Clube (o Tricolor de Ferro).
Em 1921, vários clubes importaram muitos jogadores, três abandonaram o certame: América, Bangu, e o lanterna do ano anterior, Ceará; o Fortaleza aposta na prata da casa e vence novamente o Guarany e conquista o Bicampeonato.
A perda do tricampeonato em 1922 representaria o início da rivalidade entre Fortaleza x Ceará, no ano seguinte a terceira conquista, em 1924 conquista o bicampeonato com folga, oito vitórias em oito jogos, 30 gols marcados e 11 sofridos, no último jogo, goleada no Ceará por seis gols. A sede do clube é situada numa sala do Edifício Majestic Palace.
O campeonato equilibrado de 1926 é decidido após um jogo extra. Em 1927 o torneio é realizado no Stadium Sport Cearense, construído no local onde ficava o Campo do Prado no qual a população se referia a tal praça esportiva. Em 1928 veio o tricampeonato invicto com sete vitórias em sete jogos.
Em 1929 quando liderava o segundo turno e partia para o inédito tetracampeonato, abandona a disputa no dia 6 de agosto licenciando seu departamento de futebol, motivado por divergências com a mentora do futebol cearense sobre julgamento de protestos. Na época, alguns jogadores transferiram-se para o Orion ,que com a base do Tricolor, tornasse campeão no ano seguinte.
Renasce o futebol do Fortaleza
Em 1932, o clube retorna ao campeonato cearense, ficando em 3º lugar com um time de garotos e com sede no subúrbio. No ano seguinte, inicia a cobrança de ingressos para os jogos do campeonato e volta a ser campeão perdendo apenas uma partida. No ano de 1934, três clubes abandonaram o torneio após serem derrotados pelo Tricolor: Liceu (4 a 2), Gentilândia (6 a 2) e Ceará (5 a 0); na final, o time tricolor derrota o poderoso América e seu "ataque de 100 gols", sendo campeão invicto.
Em 1937, conquista mais um título invicto. No torneio seguinte, no jogo contra o Iracema marca um recorde que perdura: o atleta Alemão marca oito gols, dos quais seis de cabeça. Jornais da época afirmaram que o juiz ainda anulou três deles, sendo esse jogo, a partida com maior número de gol do Campo do Prado.
Em 1941, a cidade com 180.000 habitantes ganha um novo estádio, batizado como Presidente Vargas, carinhosamente chamado de PV, estádio no qual e com ajuda de sua torcida, o clube alcança em 30 anos o vice-campeonato brasileiro de 1960 e 1968; uma competição regional em 1970 e os estaduais de 1946, 1947, 1949, 1953, 1954, 1959, 1960, 1964, 1965, 1967 e 1969.
Década de 1940: De Sporting Club a Esporte Clube e a conquista do Primeiro Regional
Com o apogeu do Estado Novo na década de 1940, o Nacionalismo está cada vez mais presente entre os brasileiros, o Estado Novo promovia grandes manifestações patrióticas, cívicas e nacionalistas eram incentivados, o então Presidente da Republica, Gétulio Vargas assina o Decreto-Lei nº. 3.199 de 14 de abril de 1941 no qual padroniza o nome da Confederações, Federações e Clubes, fato que fez a então Associação dos Desportos do Ceará (ADC) mudar de nome para Federação Cearense de Desportos (FCD) e o Fortaleza Sportig Club respeitando o Art. 45 do decreto-Lei que cita : Será constituida, pelo Ministro da Educação e Saude, uma comissão de especialistas que estude e organize um plano de nacionalização e uniformização das expressões usadas nos desportos[17]. Nacionaliza o Sporting Club para Esporte Clube.
Em 1946, a Federação Norte-Riograndense de Futebol promove o primeiro campeonato Nordestino de Futebol, convidando os campeões estaduais da Região daquele ano, que pela distância de suas sedes para Natal alguns clubes desistiram. No dia 14 de julho, estréia no Estádio Juvenal Lamartine, frente ao América (PE), numa vitória por 5 a 3. Após a vitória, a manchete do Correio do Ceará dizia: "Verdadeiros ídolos da torcida de Natal os cracks do Fortaleza".
Apenas em 21 de maio de 1947, depois de alguns adiamentos, é realizada a final do torneio no mesmo estádio onde ocorreram todos os jogos da competição, o Juvenal Lamartine, com vitória do Tricolor por 3 a 1, frente ao América de Natal, com gols de Jombrega (duas vezes) e Piolho, descontando Nonato para a equipe potiguar. A formação do "esquadrão atômico", expressão utilizada pela imprensa local para chamar o campeão foi: Juju; Stênio e Natal; Jorge, Arrupiado e Torres (Zé Sérgio); Carlinhos, Pipiu, França, Jombrega e Piolho.
Década de 1950: A Construção do novo Estádio
Em 1951, a Prefeitura Municipal de Fortaleza decide reformar o Estádio Presidente Vargas, renasce a ideia na diretoria tricolor, da necessidade de ter de volta um Estádio particular, já que teve como estádio próprio durante os anos : o Campo do Alagadiço na década de 1920 e o Estádio do Campo da Praça das Pelotas (atual Praça Clóvis Beviláqua) [18] durante a década de 1930.
O clube ganha os campeonatos de 1953 e 1954. No ano de 1957 o clube adquire terrenos no Bairro do Pici, que durante a Segunda Guerra Mundial era Base militar dos americanos em Fortaleza, chamado de Post Command (Posto de Comando) , por isso a denominação PICI, transfere a sede do Clube da Gentilândia para o novo Bairro. Passando a denominar de Leão do Pici, referência ao bairro onde está localizado o Parque dos Campeonatos.
Década de 1960: Os Vices-Campeonatos Brasileiro de 1960 e 1968
O Fortaleza Esporte Clube disputa à primeira, de suas vinte participações da Série A do Campeonato Nacional, em 1960, sendo vice-campeão brasileiro em 1960 e em 1968.
Em 1960 chega a final da competição, após eliminar o ABC, o Moto Clube o Bahia e o Santa Cruz, perde a final do Campeonato Brasileiro para o Palmeiras. O time base era: Pedrinho; Mesquita e Sanatiel; Toinho, Sapenha e Ninoso; Benedito, Walter Vieira, Moésio Gomes, Charuto e Bececê (artilheiro da competição).
No ano de 1968 chega a mais uma final do Campeonato Brasileiro, após eliminar o Bahia e o Náutico, empata o primeiro jogo da final por 2x2 contra o Botafogo de Jairzinho, Paulo César Caju e Roberto Miranda, tricampeões mundiais com a seleção brasileira em 1970, mas perde o jogo decisivo no Maracanã por 4x0.
Década de 1970 : A conquista do Norte-Nordeste e o primeiro campeão do Castelão
O primeiro título do Fortaleza Esporte Clube na Década de 1970 é a conquista do Norte-Nordeste. A equipe na primeira fase classifica em primeiro lugar do Grupo 1, com 10 pontos ganhos realizado os seguintes jogos:
11 de Outubro de 1970 - Fortaleza 3 x 0 Moto Club
14 de Outubro de 1970 - River 1 x 0 Fortaleza
21 de Outubro de 1970 - Fortaleza 2 x 0 Maranhão
25 de Outubro de 1970 - Sampaio Correia 0 x 0 Fortaleza
1 de Novembro de 1970 - Fortaleza 4 x 0 Piauí
5 de Novembro de 1970 - Flamengo 1 x 1 Fortaleza
8 de Novembro de 1970 - Fortaleza 1 x 1 Guarany
Segunda Fase
21 de Novembro de 1970 - Fortaleza 3 x 2 Galícia
25 de Novembro de 1970 - Campinense 1 x 1 Fortaleza
29 de Novembro de 1970 - Fortaleza 1 x 0 Ceará
2 de Dezembro de 1970 - Fortaleza 2 x 0 Flamengo
9 de Dezembro de 1970 - Sport 1 x 0 Fortaleza
Classifica pro quadrangular final na segunda colocação do Grupo 3B do Nordeste, conquistando sete pontos.
Quadrangular Final
13 de Dezembro de 1970 - Fortaleza 0 x 0 Sport
15 de Dezembro de 1970 - Fast Clube 1 x 1 Fortaleza
17 de Janeiro de 1971 - Tuna Luso 0 x 0 Fortaleza
24 de Janeiro de 1971 - Fortaleza 2 x 1 Tuna Luso
27 de Janeiro de 1971 - Fortaleza 4 x 1 Fast Clube
31 de Janeiro de 1971 - Sport 2 x 1 Fortaleza
Mesmo perdendo pro Sport em Recife por 2x1, vence o Norte-Nordeste pelo critério de desempate, pois ambos terminaram com o mesmo número de pontos. Festa na chegada a cidade de Fortaleza com seus 857.000 habitantes ao novo campeão do Norte-Nordeste.
Em novembro de 1973 é inaugurado na cidade de Fortaleza, o Estádio Governador Plácido Castelo, o Castelão. O ano de 1974 é marcado para se saber qual clube teria a honra de se tornar o primeiro campeão do novo Estádio. O Fortaleza Esporte Clube perde o primeiro turno do estadual, tendo a obrigação de vencer o segundo turno, para forçar a final do Campeonato.
No dia 19 de março de 1975, decide o turno contra o Ceará, vencendo teria mais jogos para se definir o Campeão de 1974. Vitória tricolor por 4x0 com gols de Geraldino Saravá três vezes e Amilton Melo. A equipe atuou com : Lulinha, Louro, Pedro Basílio, Osires e Roner; Chinesinho, Lucinho, Amilton Melo e Zé Carlos; Haroldo e Geraldino Saravá. Quatro dias após é realizada a primeira partida da final, mais uma vitória tricolor, agora por 1x0 com mais um gol de Geraldino. No dia 26 de março estava marcado a segunda partida da “melhor de três”, nova vitória tricolor com gols de Haroldo e Amilton Melo duas vezes.. A equipe conquista o Bicampeonato realizando 30 jogos, sendo 23 vitórias, 4 empates e apenas 3 derrotas, marcando 87 gols e sofrendo 22 gols.
Década de 1980: A máquina Tricolor de 1982/1983 e mais dois títulos em 1985 e 1987
A década de 1980 começa para o Fortaleza em branco, no estadual de 1980 não conquista os turnos disputados e não chega a final do Cearense, em 1981 decide apenas o segundo turno. Em 1982 é decidido que o tricolor montaria um time para atropelar os adversários, para isso contrata o goleiro Salvino do Ferroviário, o zagueiro Chagas (do Vasco da Gama), Zé Eduardo (que atuava na equipe rival), o ponta-direita Geraldinho (do Fluminense),Adílton (do Flamengo), Miltão, Nélson, Assis Paraíba, trás de volta o zagueiro Pedro Basílio, além de outros atletas. O Leão do Pici conquista os dois primeiros turnos do campeonato e o Ferroviário conquista o terceiro. Na final (em melhor de três partidas), empate no primeiro jogo em 1 a 1 e segundo jogo em 2 a 2, na terceira partida vitória tricolor por 4 a 0, gols de Adílton (3) e Roner.
No ano seguinte o presidente Ney Rebouças remonta a máquina tricolor, trazendo para o clube Tadeu (do Fluminense), Luisinho das Arábias (do Flamengo), Júlio César Uri Geller (do Flamengo), Wescley (do Botafogo) , Edson (do Botafogo) e Marquinhos (do Vasco da Gama) ganha o primeiro turno invicto, mais um vez passa por cima dos adversários e no último jogo do campeonato vence o Ferroviário por 2 a 0 com dois gols de Luisinho das Arábias.
Em 1984 termina o estadual na segunda colocação, em 1985 o Fortaleza traz para treinar o seu elenco o ex-jogador do Santos, Pepe e conquista o estadual de número 27. Em 1986 perde o Bicampeonato.
No ano de 1987 é o clube de melhor campanha no estadual e com o empate em 0 a 0 no último jogo conquista mais um título cearense. Em 1988 perde a final para o Ferroviário com gol de Marcelo Veiga.
Década de 1990: O Maior público em Clássico-Rei e o Acesso a Série A do Brasileiro
O Maior público registrado em Clássico-Rei aconteceu pelo Campeonato Cearense de 1991 no dia 6 de outubro de 1991, o público da partida foi 60.363 pagantes com vitória tricolor pelo placar de 1x0. O Fortaleza após vencer o terceiro turno do estadual e o quarto turno, o tricolor conquista no 15 de dezembro de 1991 o Estadual de número 29.
O Fortaleza Esporte Clube conseguiu o acesso a Série A de 1993 , após conquistar a sétima colocação da Série B de 1992 na qual, classificava 12 equipes para Primeira Divisão de 1993. O clube conquista 28 pontos em 26 jogos, com 11 vitórias, 6 empates e 9 derrotas, marcando 30 gols e sofrendo 24.
Década de 2000: O Maior Tabu em Clássico-Rei
O maior tabu em jogos oficiais estabelecido na história, durou entre 17 de julho de 1999 e 8 de julho de 2001, foram doze vitórias e quatro empates em 16 partidas. Os jogos do tabu foram os seguintes:
17 de Julho de 1999 - Fortaleza 7 x 2 Ceará Campeonato Cearense de 1999
27 de Fevereiro de 2000 - Fortaleza 4 x 0 Ceará Campeonato Cearense de 2000
2 de Abril de 2000 - Fortaleza 1 x 0 Ceará Campeonato Cearense de 2000
30 de Abril de 2000 - Fortaleza 3 x 0 Ceará Campeonato Cearense de 2000
7 de Maio de 2000 - Fortaleza 2 x 1 Ceará Campeonato Cearense de 2000
11 de Junho de 2000 - Fortaleza 2 x 1 Ceará Campeonato Cearense de 2000
27 de Junho de 2000 - Fortaleza 1 x 1 Ceará Campeonato Cearense de 2000
16 de Julho de 2000 - Fortaleza 1 x 1 Ceará Campeonato Cearense de 2000
27 de Setembro de 2000 - Fortaleza 3 x 1 Ceará Série B de 2000
21 de Fevereiro de 2001 - Fortaleza 2 x 1 Ceará Campeonato do Nordeste de 2001
28 de Março de 2001 - Fortaleza 1 x 1 Ceará Campeonato Cearense de 2001
13 de Maio de 2001 - Fortaleza 2 x 2 Ceará Campeonato Cearense de 2001
20 de Maio de 2001 - Fortaleza 4 x 3 Ceará Campeonato Cearense de 2001
10 de Junho de 2001 - Fortaleza 1 x 0 Ceará Campeonato Cearense de 2001
5 de Julho de 2001 - Fortaleza 0 x 0 Ceará Campeonato Cearense de 2001
8 de Julho de 2001 - Fortaleza 3 x 1 Ceará Campeonato Cearense de 2001
Década de 2000: Os vices-campeonatos da Série B em 2002 e 2004
O Fortaleza Esporte Clube conseguiu o acesso a Série A de 2003, após 31 jogos, conquistando 59 pontos, sendo 18 vitórias, 5 empates e 8 derrotas, marcando 61 gols e sofrendo 31 gols.
Os jogos finais da Série B de 2002 foram:
Fortaleza 2 x 0 Criciúma - 30 de novembro - Estádio Castelão
Criciúma 4 x 1 Fortaleza - 7 de Dezembro - Estádio Heriberto Hülse
Na Série B de 2004, o Fortaleza Esporte Clube conquistou 55 pontos em 35 jogos sendo 15 vitórias, 10 empates e 10 derrotas, 55 gols prós e 30 contra. A seguir o quadro com os jogos e classificação do Quadrangular Final.
O Campeonato de 2002
Além dos oito títulos conquistados na década, o tricolor conquistando o campeonato de 2002 passaria a ter nove títulos na década. Entenda a situação sobre o Campeonato Cearense de 2002, disputado em três turnos, o Fortaleza conquistou o primeiro turno e o Ceará o 2º e 3º turno.
Em março de 2002 o Ceará contrata o costarriquenho David Madrigal. No dia 16 de julho, o Limoeiro descobre a irregularidade no visto de trabalho de David e tenta a impugnação da partida realizada pelo 3º turno no dia 10 de julho em que o Ceará venceu por 3x1, entrando com uma ação no TJD. No dia 23 de julho o contrato de David é suspenso pela FCF, após a descoberta de que o seu visto de trabalho só o permitia atuar pelo Roma de Apuracana, seu clube anterior. A final do campeonato estadual é realizado no dia 7 de agosto, entre o Fortaleza vencedor de um turno e o Ceará, vencedor de dois turnos,(por ser vencedor de dois turnos jogou a final por um empate). O jogo acabou empatado em 1x1, o Ceará por ter conquistado dois turnos é declarado campeão.
Em Setembro de 2002 o Fortaleza entra com uma ação cautelar no TJD pedindo a anulação dos pontos do Ceará nas partidas em que David atuou e a consequente transferência do título para o vice-campeão, no caso o Tricolor, no dia 6 de outubro o juiz Inácio de Alencar Cortez Neto, da 17ª Vara Cível, julga procedente em primeira instância a ação ordinária promovida pelo Fortaleza pedindo a anulação dos pontos na partida em que David Madrigal atuou e a consequente transferência do título estadual de 2002.
Década de 2010 : Do título inédio à crise
O Tetracampeonato de 2007/2008/2009/2010, começa em 2007 com o título vencido em cima do Icasa. No ano seguinte veio o bicampeonato. o Fortaleza venceu os dois jogos da final frente ao Icasa: 2 a 0 no Romeirão e uma goleada por 4 a 2 no Castelão. O Tricampeonato em 2009 foi conquistado com 14 Vitórias, 7 Empates e 5 Derrotas, com 54 Gols Pró e 31 contra. As finais foram disputadas nos dias 26 de Abril (vitória do Tricolor de Aço por 2x1, gols de Guto e Wanderley) e 3 de maio. Neste segundo jogo, o Tricolor jogava por um empate e perdia por 1x0 até os oito minutos do segundo tempo, quando Marcelo Nicácio marcou de peixinho o gol do Tricampeonato, para delírio da nação tricolor.
No Estadual de 2010 conquista o primeiro turno e seu rival conquista o segundo. Na final, o primeiro jogo foi ganho pelo Leão, o segundo foi ganho pelo Ceará. Nos pênaltis, 3x1 para o Fortaleza, e assim se consagra, pela primeira vez na história, Tetra campeão Cearense.[26]
Por outro lado, o Fortaleza começou mal a década de 2010. Conquistou seu tetracampeonato, mas no Brasileirão amargou o rebaixamento para a Série C em 2009. Em 2010, o Leão não conseguiu passar da fase classificatória e permaneceu na terceira divisão. Em 2011, o Leão amarga sua 8ª participação na Série C. Após o terceiro lugar no estadual, vários jogadores foram contratados e, vários amistosos preparativos foram feitos: Fortaleza 3x2 Trairiense, Fortaleza 11x1 Unifor, Fortaleza 3x2 Maranguape e Fortaleza 3x0 Horizonte.
Temporada 2011
O clube disputou no primeiro semestre, o Campeonato Cearense ficando na terceira colocação, a Copa do Brasil na qual foi eliminado na segunda fase. A equipe presidida pelo Deputado Osmar Baquit começou mal o Campeonato Brasileiro, se no ano passado, o Fortaleza ficou invicto na Série C, este ano, o tricolor cearense perdeu os dois primeiros jogos. Atualmente se encontra na 5ª posição do grupo, com nenhum ponto. A equipe do técnico Arthur Bernardes terá como próximo jogo o Guarany de Sobral.
Elenco
Goleiros
Jogador
Erivelton
Fábio Lima
Lopes
Marcelo Bonan
Defensores
Jogador Pos.
Bonfim Z
Dezinho Z
Ebelardo Z
Gilmak ² Z
Júlio César Z
Lino Z
Preto Z
Romário Z
Márcio Gabriel LD
Guto ³ LE
João Victor LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Escobar V
Leandro V
Luciano Sorriso V
Magal V
Régis V
Rogério V
Ronaldão V
Russo V
Eduardo M
Esley M
William Fabro M
Isael M
Lelê M
Pereira M
Atacantes
Jogador
Carlinhos Bala
Gustavo Papa
Léo Andrade
Patrick
Rodrigo Dantas
Vavá
Vinícius
Welington Amorim
Comissão técnica
Nome Pos.
Arthur Bernardes T
Bruno Barbosa PF
Celso Santos PF
Cleisson Assunção CO
Glay Maranhão MD
Henrique Bastos MD
Albino Luciano FT
Patrício FT
Wellington Moura MA
Manoel Almeida MA
Jurandir Júnior GF
Álvaro Augusto SV
Cícero Almeida MD
Cláudio Sexta MD
Antônia Porfírio AN
Clube de Regatas Vasco da Gama
Introdução
Club de Regatas Vasco da Gama é uma agremiação esportiva da cidade do Rio de Janeiro. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em 2010, a torcida vascaína é a quinta maior do Brasil.
Foi fundado em 21 de agosto de 1898 por um grupo de remadores. O nome do clube é uma homenagem ao navegador português Vasco da Gama, devido à comemoração do quarto centenário da viagem de descoberta do caminho marítimo para as Índias, ocorrida em 1498. Seu estatuto o define como uma "sociedade Civil, sem-fins lucrativos, com sede e foro na cidade Rio de Janeiro, caracterizando-se como entidade desportiva, recreativa, assistencial, educacional e filantrópica. ",
Em 2 de julho de 2007, o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho sancionou o projeto de lei nº 5.052, que criou o Dia do Vasco, data comemorativa que homenageia a fundação do clube.
História
Início no remo
Com dois meses de existência o clube já contava com 250 sócios, o suficiente para solicitar para disputa dos campeonatos de remo. Assim, no dia 7 de novembro, o Vasco solicitava a sua inscrição oficial na União de Regatas Fluminense e, ao mesmo tempo, conhecia as cores do seu uniforme: camisa preta, com uma faixa branca sobre o peito e a Cruz de Cristo ao centro. A Cruz, a mesma que levou a bênção cristã aos povos da Índia, a faixa branca simbolizando o estandarte que Vasco da Gama recebeu de D. Manuel, o Venturoso, e a camisa negra representando os mares obscuros navegados pelas caravelas do navegador.
O Vasco, para iniciar nas competições, comprou 3 barcos: Zoca, canoa de quatro remos; Vaidosa, baleeira de quatro remos; e Volúvel, baleeira de seis remos. Todas em madeira de cedro, ficavam guardadas numa garagem localizada na Travessa Maia, que mais tarde seria extinta dando lugar à Avenida Rio Branco. A estréia oficial em competições aconteceu no dia 13 de novembro de 1898.
A primeira vitória viria no ano seguinte, no dia 4 de junho de 1899, com Volúvel, na classe Novos, no páreo denominado Vasco da gama, em homenagem ao clube. A guarnição vencedora era formada por Adriano Vieira (patrão), José Freitas, José Cunha, José Pereira, Joaquim Campos, Antônio Frazão e Carlos Rodrigues.
No mesmo ano o clube quase acabaria fechando devida a uma polêmica levantada pelo presidente Francisco Goncalves do Couto Junior, que pretendia levar a sede para a Praia de Botafogo. Gonçalves acabaria renunciando e fundando o clube C.R. Guanabara, levando para este a maioria dos associados vascaínos. Francisco Gonçalves, contudo, acabaria voltando a presidência do Vasco em 1901.
O ano de 1900 foi um marco na histórica rivalidade com o Flamengo. No primeiro páreo da história do remo brasileiro, chamado 'Club de Regatas Flamengo', a embarcação vascaína 'Visão' foi a vencedora. Ainda nesse ano houve a mudança para a primeira sede própria: um barracão na Ilha das Moças.
No dia 18 de maio de 1902, uma tragédia: a baleeira Vascaína, de doze remos, comprada em 1900, que rumava a Icaraí, virou devido a uma forte ventania, morrendo afogados três remadores. Outros nove foram salvos pelos pescadores José Joaquim de Aguiar Moreno, Antônio Silveira e o menino Martins de Barros, todos condecorados por bravura, pelo representante do rei de Portugal, D. Carlos. Todos eles ganharam títulos de sócios honorários do clube. Faleceram os remadores Luís Ferreira de Carvalho, Teodorico Lopes, José Pinto e Lourenço Seguro, os dois primeiros comerciários e os últimos comerciantes. Desde o início, o Vasco se afirmou como um clube que romperia com a herança racista herdada dos tempos da escravidão. Já em 1904, os sócios do clube, numa atitude inédita até então nos clubes esportivos brasileiros, elegeram um mulato para a presidência, Cândido José de Araújo, que foi reeleito para o cargo em 1905.
O primeiro título no Remo
Em 1905 o Vasco ganha seu primeiro campeonato de remo. O título inédito veio com cinco vitórias e dois segundo lugares, com os barcos "Procellaria" (3 vitórias), "Açor" (1 vitória), "Voga" (1 vitória), "Gladiador" (1 segundo lugar) e "Albatroz" (1 segundo lugar). O troféu foi dado pelo Presidente da República da época, Rodrigues Alves.
O jornal Gazeta de Notícias assim noticia o evento:
"Cobriu-se de galas ontem o esporte náutico com a realização da regata do Campeonato do Rio de Janeiro do qual foi galhardamente vencedor o glorioso Club de Regatas Vasco da Gama, que viu seus esforços coroados com cinco brilhantes vitórias sendo pois o herói do dia vencendo os dois páreos mais importantes como o do Campeonato e o dedicado ao benemérito Dr. Francisco Pereira Passos. Para assistir ao importante certame concorreram tôdas classes sociais sendo belo e encantador o aspecto que apresentava a linda enseada da garbosa praia de Botafogo."
(…)
O Sr. Presidente da República com sua Exma. família, Cordeiro Graça, Gustavo Braga, Comissão da Canhoneira "PÁTRIA" canposta do 1º Ten. D. Lôbo e 2º Ten. Alvaro Rogan, General Pinheiro Machado, Contra-Almirante Alexandrino de Alencar compareceram à grandiosa festa náutica.
Após a chegada do Sr. Presidente da República, Dr. Rodrigues Alves, que viajou no iate "SILVA JARDIM" até Botafogo, efetuou-se a cerimônia da inaoguração do Pavilhão que a Prefeitura mandou construir para oferecer à Federação Brasileira das Sociedades do Remo, sendo o ato revestido da maior suntuosidade.
Ampliação
Na década de 1910, o Vasco começa a ampliar suas atividades e passa a disputar campeonatos de tiro. Nessa modalidade viria a conquistar diversos títulos durante toda a década.
Na mesma década, o futebol começa a se popularizar na cidade do Rio de Janeiro e, em 1913, o Botafogo, que inaugurava o seu campo de General Severiano, trouxe como convidado o combinado português formado por jogadores do Clube Internacional, Sporting Clube de Lisboa e Sport Clube Império. A vinda do combinado português animou a colônia portuguesa, e foram fundados clubes de inspiração lusitana: o Luso, o Centro Português de Desportos e o Lusitânia F.C.
Alguns sócios do Vasco, também animados com o combinado, buscaram uma fusão com o Lusitânia, para a criação do futebol do Vasco. O Lusitânia resistiu, pois seu estatuto o definia como um clube "apenas para portugueses", ao contrário do Vasco, que surgira para unir "sob a mesma bandeira irmãos de diferentes raças".
A fusão, porém, era inevitável. Isso, porque a norma da Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA), que gerenciava o futebol carioca, só permitia a participação em seus quadros clubes que tinham ao mínimo um brasileiro.
Por isso, em 26 de novembro de 1915, o Vasco e o Lusitânia aprovaram finalmente uma fusão, passando o Vasco a incluir também o futebol em suas atividades. Para se filiar, o clube teve que fazer uma coleta entre seus associados para conseguir os 500 mil-réis necessários para se tornar membro da LMSA.
Finalmente o Vasco estreou seu time na terceira divisão, no dia 3 de maio de 1916, sofrendo uma terrível goleada de 10x1 para o Paladino F.C. O primeiro gol da história do Vasco foi marcado por Adão Antônio Brandão. A primeira vitória ocorreu em 29 de outubro de 1916, 2 a 1 sobre a Associação Atlética River São Bento, partida válida pela terceira divisão.
Em 1917, a LMSA foi reformada, passando a se chamar Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) e ampliou o número de participantes, passando o Vasco para a segunda divisão. Em 1920 venceu a segunda divisão, passando a disputar a série B da primeira divisão.
Em 1922, ainda sem campo próprio, aluga um estádio na rua Morais e Silva, na Tijuca. Vence o campeonato da série B nas três categorias, conquistando a Taça Constantino. O jogo decisivo para a subida para o grupo A foi disputado em 17 de julho de 1922, quando o Vasco goleou o Carioca por 8 a 3. Finalmente o Vasco partia para o grupo de elite do futebol carioca.
Em 1921 o Vasco voltou a conquistar o campeonato carioca de remo.
Primeira divisão
Em 1923, inicia-se na elite da primeira divisão do futebol. O primeiro jogo foi um empate em 1 a 1 com o Andaraí. Logo depois o Vasco surpreenderia, vencendo o Botafogo por 3 a 1, fato que era inadmissível para os rivais, visto que o time vascaíno era composto inteiramente por negros, trabalhadores simples e nordestinos. A presença negra no time do Vasco começava no gol. Formavam o time o goleiro Nelson Conceição, Ceci e Nicolino, além de outros negros e mulatos.
Surge então a guerra contra o Vasco, que passou a ser acusado de ter um time de profissionais.
Nada fica provado e o Vasco segue no campeonato. Na terceira rodada do returno, porém, o Flamengo vence por 3 a 2, com o árbitro anulando um gol legítimo do Vasco. O árbitro da partida era Carlito Rocha, que pouco tempo mais tarde se tornaria o presidente do Botafogo.
Mesmo assim, lutando contra os clubes unidos contra ele, o Vasco venceu o América e o Fluminense, conquistando o campeonato no dia 12 de agosto de 1923, derrotando o São Cristóvão por 3 a 2, no campo de General Severiano.
Os clubes da "elite" não suportaram ver seus times sendo derrotados por um time formado por negros e pobres, e que nem estádio possuía. Vieram as acusações de falta de profissionalismo e a alegação de que analfabetos não poderiam atuar. Assim, o Vasco pagava a professores para ensinar seus jogadores a assinar a súmula das partidas.
Os camisas pretas - apelidado dado aos jogadores vascaínos por causa do seu uniforme, foram ganhando partida por partida, sempre virando o placar no segundo tempo, devido ao ótimo preparo físico dos jogadores, até ganhar o campeonato.
No ano seguinte, os clubes da zona sul (área de elite da cidade do Rio de Janeiro), Botafogo, Flamengo, Fluminense e alguns outros clubes se uniram e abandonaram a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) e fundaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), deixando de fora o Vasco.
Depois, impuseram a condição de que o Vasco, para se filiar à nova entidade, AMEA, deveria dispensar doze de seus atletas (todos negros) sob a acusação de que teriam "profissão duvidosa". Diante da situação imposta, em 1924, o presidente do Club de Regatas Vasco da Gama, José Augusto Prestes, enviou uma carta à AMEA, que veio a ser conhecida como a "resposta histórica", recusando a se submeter à condição imposta e desistindo de filiar-se a AMEA.
Com a recusa, o Vasco permaneceu na LMDT, conquistando o bicampeonato de forma invicta. O último jogo foi Vasco 1 a 0 Bonsucesso, realizado no campo da rua Prefeito Serzedelo, no Andaraí.
Em 1925, o Vasco foi admitido na AMEA, graças ao apoio de Carlito Rocha (o mesmo árbitro que anulara o gol do Vasco em 1923), então presidente do Botafogo, que soube vencer as resistências internas na AMEA. Para ser admitido, o Vasco aceitou sediar os seus jogos no campo do Andaraí, na rua Barão de São Francisco, onde hoje está o shopping Iguatemi.
Apesar disso, o Vasco decidiu construir o seu próprio estádio, para acabar com qualquer exigência da entidade. O local escolhido para a construção foi a chácara de São Januário, que fora um presente de Dom Pedro I à Marquesa de Santos.
Em 21 de abril de 1927, o Vasco inaugura o então maior estádio do Brasil, perdendo para o Santos por 5 a 3. A construção do estádio durou dez meses e o dinheiro para a obra foi arrecadado por uma campanha de recolhimento de donativos de torcedores de toda a cidade. No ano seguinte são inaugurados os refletores do estádio, no que foi o terceiro jogo noturno a ser realizado no Brasil e a primeira partida internacional do Vasco.
Em 1929 o Vasco inaugurou a iluminação do estádio, passando a ser o primeiro estádio do Brasil com capacidade de realizar jogos noturnos. Ainda em 1929, o Vasco conquistou os campeonatos no remo e no futebol, tornando-se "Campeão de Terra e Mar".
Os anos 1930
No primeiro carioca da decáda, o Vasco acabou sendo tirado da disputa pelo título num jogo contra o Syrio e Libanez, do zagueiro Aragão, que usou uma chuteira com chapas de aço no bico. Apesar do fato ter sido descoberto, o jogo não foi impugnado e os camisas pretas ficaram de fora da disputa pela taça.
Para compensar os vascaínos, naquele ano o time impôs a maior goleada já sofrida pelo Fluminense: 6x0.
Em 1931, novamente o clube chegou perto do título. Na última rodada, com um ponto de vantagem sobre o América, o time perdeu de 3x0 para o Botafogo, enquanto o América vencia por 3 a 1 o Bonsucesso, garantindo a taça. Neste campeonato, mais uma goleada histórica: 7x0 sobre o rival Flamengo, maior derrota que o clube rubro-negro já sofreu em sua história.
Depois do campeonato, o Vasco se tornou o segundo time brasileiro a ser convidado para uma excursão internacional (o Paulistano foi o primeiro). Os países eram Espanha e Portugal. Foram 12 partidas, oito vitórias, um empate e três derrotas, sendo marcados 45 gols pró e 18 contra.
As conseqüências da bela exibição vieram logo após: Fausto e Jaguaré foram contratados pelo Barcelona, um dos times que jogaram contra o Vasco.
Em 1933, uma velha polêmica voltava a se acender no país: a discussão sobre o profissionalismo do esporte. A Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF), defendia o amadorismo, enquanto a maioria dos clubes insistia na profissionalização.Por causa dessas divergências, foi criada a Liga Carioca de Futebol. A única exceção entre os grandes foi o Botafogo, que decidiu continuar na AMEA. No mesmo ano Vasco e América realizaram a primeira partida profissional do Estado do Rio de Janeiro e a segunda do país, com vitória vascaína por 2 a 1.[10] O autor do primeiro gol profissional do estado foi marcado por Francisco de Souza Ferreira, mais conhecido como Gradim, que mais tarde viria a ser técnico do Vasco e também o responsável pela vinda de Roberto Dinamite, maior ídolo vascaíno, as categorias de base do clube.
Em 1934, o Vasco, com um elenco cheio de craques, como Leônidas da Silva, Domingos da Guia, Fausto (voltando do Barcelona), Itália e outros, ganhou novamente o carioca. O fato de maior importância naquele ano, porém, foi outro.
Por causa de uma briga com o Flamengo, o Vasco abandonou a liga e criou com o Botafogo a Federação Metropolitana de Desportos (FMD). Ironia que, o time que tanta lutara para a profissionalização do esporte, mudasse de lado e apoiasse a nova liga, que era filiada à CBD, defendedora do amadorismo.
A reconciliação entre os clubes cariocas só ocorreria em 1937 quando, graças a iniciativa de Pedro Pereira Novaes e Pedro Magalhães Corrêa, respectivamente presidentes de Vasco e América, foi criada a Liga de Football do Rio de Janeiro, unindo todos os clubes cariocas. Para comemorar o fato, os dois times se enfrentaram dentro de campo no dia 31 de Julho, com renda recorde. Por esse fato o jogo entre os dois passou a ser chamado de "Clássico da Paz".
Era Vargas e expresso da vitória
Durante a gestão do presidente Getúlio Vargas, o mesmo costumava realizar no estádio de São Januário, então o maior do Rio de Janeiro, seus principais discursos.
No ano de 1940, o Vasco conquistou a Taça Luís Aranha, disputada com o San Lorenzo e o Independiente, ambos da Argentina. Depois desse título, o time passou um considerável tempo sem conquistar nada, até a formação de um grande time: o "Expresso da Vitória", uma equipe quase imbatível na época. Tamanho foi seu sucesso, que o Vasco utilizou um time B, chamado expressinho, para excursionar pelo Brasil. O apelido teria surgido em um programa de calouros da Rádio Nacional, onde um calouro dedicou sua música ao clube e o chamou por esse apelido.
O Expresso começou a se formar quando a diretoria contratou o técnico uruguaio Ondino Vieira para acabar com o jejum de títulos. Vieira chamou para o elenco vascaíno jovens e desconhecidos jogadores, como Augusto, Eli, Danilo, Ademir, Lelé, Isaías e Jair. Com esses, foi formado a base do Expresso.
O Vasco então voltou a conseguir resultados expressivos. Em 1944 venceu o Torneio Relâmpago superando os cinco grandes da época (Flamengo, Fluminense, América e Botafogo). Em seguida, ganhou o Torneio Municipal, contra os mesmo clubes e outros do Rio de Janeiro.
No Carioca do ano seguinte, um verdadeiro show. Diversas goleadas (como os 9 a 0 no Bonsucesso, maior goleada do campeonato) e um empate em 2 a 2 com o Flamengo foram suficientes para o título invicto.
Em 1946, uma grave perda: Ademir ira para o Fluminense. E como Gentil Cardoso, técnico tricolor falara, "Dêem-me Ademir que lhes dou o campeonato", o Fluminense realmente ficou com o Carioca daquele ano. Para compensar os vascaínos, o clube conquistou novamente o Torneio Relâmpago e o Torneio Municipal.
Em 1947, o Vasco formou um ataque de espantar: Djalma, Maneca, Friaça, Lelé e Chico. Foram 40 gols em apenas 10 partidas, e 68 no total, em vinte partidas. O time também impôs a maior goleada da fase profissional do futebol carioca: 14 a 1 no Canto do Rio. O Vasco ficou então novamente o título invicto, sete pontos à frente do segundo colocado, o Botafogo.
Em 1948, Ademir voltava ao time. Neste ano o Vasco foi convidado a participar, como campeão estadual, do Campeonato Sul-Americano de Campeões. Além do Vasco, estavam lá grandes potências da época, como o temido River Plate de Di Stéfano, apelidado na Argentina de La Maquina (A Máquina) e favorito ao título, além de Nacional do Uruguai e Colo-Colo do Chile.
Depois de quatro vitórias e um empate, o último jogo seria contra o River Plate. Um empate bastaria para o Vasco, que não tinha Ademir, que se machucara no primeiro jogo do torneio. Foi uma partida nervosa. O goleiro Barbosa brilhou mais uma vez, defendendo um pênalti do argentino Labruna no final da partida. O juiz ainda anulou no primeio tempo um gol legítimo vascaíno. Partida terminada, o Vasco empatava em 0x0 e era campeão Sul-Americano, o maior título do clube até a conquista da Libertadores em 1998.
Em 1949, mais um ano de alegrias. Heleno de Freitas vinha para o ataque vascaíno, que produziu várias goleadas no estadual. Foram 84 gols em vinte partidas, um recorde para a época. O grande rival Flamengo, que desde 1944 não ganhava do Vasco, voltou a sofrer com o time da colina. Em plena Gávea os rubro negros fizeram 2x0 e já davam como certa a vitória. O Vasco, porém, voltou arrasador no segundo tempo e virou o placar para 5 a 2.
No final, mais um título invicto, o quarto do Vasco.
A tragédia de 50 e o desmanche do Expresso
Em 1950, ano de Copa do Mundo, o Brasil se preparava para um esperado primeiro título mundial. O Vasco tinha ampla presença na seleção, a começar pelo técnico brasileiro: Flávio Costa, também técnico vascaíno. Do time titular, cinco jogavam no Vasco: Barbosa, Augusto, Danilo, Chico e Ademir. O fato acabou rendendo muitas críticas a Flávio Costa, que foi acusado de favorecer os jogadores do Vasco em detrimento dos demais na escalação da seleção.
Contudo, a 16 de Julho, era o Uruguai a tornar-se campeão. Um silêncio tumular se abatia sobre o Maracanã. Mais tarde, um jogador vascaíno acabou virando o bode expiatório da derrota: o goleiro Barbosa. Tendo falhado no primeiro gol (umas das poucas falhas graves de sua carreira) e, acredita-se, principalmente pelo fato de ser negro, Barbosa acabou sendo apontando pelo povo e pela crítica como o principal culpado pelo resultado.
Mas Barbosa, mesmo abatido, continou. E levou o Vasco a mais um título carioca em 50. Logo na estréia, um 6 a 0 sobre o São Cristóvão. Mais algumas goleadas, como o 7 a 2 no Bonsucesso e o 7 a 0 no Canto do Rio, e na final, contra o América, uma vitória de 2x1 e o troféu para casa.
Em 1951 o Expresso começou a dar sinais de cansaço. O time não passou de um sétimo lugar no Torneio Rio-São Paulo e de um quinto no Carioca.
No ano seguinte deu-se a volta por cima. Com o técnico Gentil Cardoso, o Vasco chegou ao vice no Rio-São Paulo e venceu novamente o Carioca por antecipação, derrotando o Bangu por 2 a 1. Nessa partida estreou o sucessor de Ademir no ataque: Vavá, que ficaria conhecido como o Leão da Copa em 1962.
Terminava assim o Expresso da Vitória, até hoje considerado o maior elenco da história vascaína.
Em 1953 era hora de renovação. Além de Vavá, Bellini, Sabará, Pinga e outros jogadores haviam sido incorporados ao time titular. Mais um título importante veio para o time cruzmaltino, o Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer e assim o Vasco conquistou mais um título internacional, considerado um Mundial Interclubes.
E aquele time começou com o pé direito. No Quadrangular Internacional, no início do ano, - disputado com o Boca Juniors e o Racing, ambos da Argentina e o Flamengo - o Vasco levou a melhor, goleando os rubro-negros por 5x2.
Em seguida, uma viagem ao Chile para disputar o Torneio Internacional de Santiago. No final, venceu o Colo-Colo por 2 a 1, sagrando-se campeão.
Os anos de 1954 e 1955 foram decepcionantes para o clube. Talvez em parte por ser um time ainda em formação, não passou de um quinto e sétimo lugares no Rio-São Paulo, e um terceiro e quarto lugares no Carioca.
Em 1956, veio então o Campeonato Carioca, e o time vascaíno vinha motivado a não dar o prazer ao grande rival Flamengo de conseguir o inédito tetra. Na penúltima rodada, um jogo crucial contra o Bangu, que contava com Zizinho entre suas estrelas. O jogador, porém, foi expulso por ofensas ao juiz, e o Vasco ganhou o jogo por 2 a 1. Na última rodada bastou um empate com o Olaria para garantir o título.
Em 1957 a equipe voltou a respirar ares internacionais. Foi na Pequena Copa do Mundo, uma espécie de Mundial Interclubes em Caracas, Venezuela. Participaram do torneio verdadeiras potências futebolísticas da época, como Real Madrid, Roma e Porto. Depois de um empate em 2 a 2 e uma vitória de 2 a 0 sob os madrilenhos, mais um título vinha para São Januário.
Ainda em 1957, o Vasco da Gama escrevia duas páginas inesquecíveis na sua história: a primeira, ao derrotar o Real Madrid de Di Stefano por 4 a 3, na final do Torneio de Paris (França), que é considerado o Bi-campeonato Mundial Interclubes; a segunda, ao impor ao Barcelona de Evaristo de Macedo uma das maiores goleadas, se não a maior, sofrida pelos Catalunha em seu estádio Camp Nou, por 7 a 2.
Os difíceis anos 1960
Após o título de 1958, o Vasco voltaria a fazer boa campanha em 1962, no Carioca vencido pelo Botafogo que, por sinal, seria bi depois de três décadas. Depois o Gigante da Colina venceria a I Taça Guanabara, criada naquela temporada para indicar o representante do Estado da Guanabara para o Brasileirão da época - a Taça Brasil. No ano seguinte, o Almirante conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1966 no futebol, empatado com Botafogo, Santos e Corinthians. Os anos 1960 marcaram uma profunda crise financeira no clube, que culminou em 1969, com a cassação do seu presidente, Reynaldo Reis.
anos 1970
Nesta década surgiu o ídolo Roberto Dinamite e se destacou também o goleiro argentino Andrada.
Nos anos 1970 o Vasco começou a se recuperar, ainda que de forma tímida, conquistando o campeonato estadual de 1970.
A maior conquista da época foi o brasileiro de 1974, com Roberto Dinamite sagrando-se artilheiro.
Conquistou ainda estadual de 1977, numa campanha memorável.
No entanto, perdeu as finais do estadual em 1978 e do brasileiro em 1979, no que viria ser um período de derrotas em finais. Em 1979 surgiu, no fim do ano, uma notícia triste: Roberto Dinamite estava sendo transferido para o FC Barcelona.
A política do clube tornou-se movimentada. Com o desgaste natural pelos vários anos de mandato e as seguidas derrotas em finais de campeonatos, especialmente para o rival, o presidente Agatyrno Gomes foi derrotado pela chapa de Alberto Pires Ribeiro, que contava com uma união de grandes nomes do Vasco, nas eleições de 1979.
anos 1980
O Vasco começou mal, perdendo o Campeonato Carioca de 1980 para o Fluminense. O fato de maior importância naquele ano, entretanto, seria a volta de Roberto Dinamite.
Roberto não havia se adaptado ao Barcelona, tendo feito apenas três gols em oito jogos, acabando na reserva do time catalão. Insatisfeito, tinha planos de voltar para o Brasil. O Flamengo então armou um grande esquema para contratar o maior ídolo vascaíno. A torcida cruzmaltina, como era de se esperar, não admitiu o fato, principalmente depois que a Rede Globo criou uma vinheta em que Roberto tabelava com Zico. O Vasco foi à sua procura, e o artilheiro acabou por retornar ao clube no qual tivera tantas alegrias.
E a reestreia foi especial. Em um Vasco vs. Corinthians com torcedores rubro-negros unidos a corintianos (já que era rodada dupla no Maracanã, com o Flamengo fazendo a preliminar contra o Bangu), no que foi chamada a Fla-Fiel (em referência à Gaviões da Fiel, torcida do Corinthians), Roberto fez os cinco gols vascaínos e comandou a vitória cruzmaltina por 5 a 2. Todos os gols de bola rolando.
Apesar da volta de Roberto, o Vasco não passou para as semifinais do torneio, ficando em oitavo lugar naquele Brasileiro.
Em 1981, mais uma derrota no Carioca. Foi uma derrota polêmica em virtude dos acontecimentos lamentáveis ocorridos no fim da decisão. Por sinal, de acordo com o regulamento, o Vasco necessitava ganhar três partidas seguidas para ser campeão. Ganhou as duas primeiras, mas na última, quando estava perdendo de 2 a 1, um torcedor do Flamengo entrou em campo, pelo seu vestiário, e tumultuou o jogo num momento de reação vascaína. O episódio ficou conhecido como "caso do ladrilheiro", pois o torcedor assim se identificou.
No Brasileiro daquele ano o Vasco ficou em quinto lugar. Um mês depois, o time conquistaria o Torneio João Havelange, após vencer Flamengo, Democrata (MG), Rio Branco e Colatina, ambos do Espírito Santo.
Em 1982 o Vasco voltaria a vencer o campeonato estadual. Neste campeonato Roberto faria seu gol de número 500 na carreira, dedicando a Gradim, seu "descobridor", a Célio de Souza, seu treinador quando era juvenil, e a Eurico Miranda, o responsável pelo seu retorno ao Vasco.
O Vasco chegou ao triangular final do torneio contra América e Flamengo, campeões do segundo e do primeiro turno, respectivamente. O Vasco chegou à final por ter o maior número de pontos nos dois turnos. Antes da final, o técnico Antônio Lopes tirou cinco titulares do time, alegando falta de empenho.
Depois de uma vitória de 1 a 0 sobre os americanos, era hora da final contra os arqui-rivais e da revanche de 81. No segundo tempo de jogo Pedrinho Gaúcho cobrou escanteio e Marquinho tocou levemente na bola, marcando o gol que daria o título ao Vasco. O árbitro considerou, no entanto, gol olímpico de Pedrinho Gaúcho.
Em 1983, um sexto lugar no Campeonato Brasileiro e uma sétima posição no Campeonato Carioca, a pior colocação vascaína na história até então.
Em 1984, após uma brilhante campanha, veio a perda do título do Brasileiro para o Fluminense. No Estadual, depois de vencer a Taça Rio (segundo turno do campeonato), o time acabou ficando apenas em terceiro lugar.
Com o vice-campeonato do Brasileiro, o Vasco voltou a disputar a Libertadores no ano seguinte. Mas por pouco tempo: foi eliminado logo na primeira fase. No Brasileiro, uma décima primeira posição. No final do ano, porém, uma alegria: Romário estreava no time principal, formando o ataque com Roberto.
Em 1986 o Vasco voltava a consquistar a Taça Guanabara, vencendo o Flamengo por 2x0, com dois gols de Romário. O turno seguinte e o campeonato, porém, acabariam ficando com o arqui-rival.
Em 1987 a equipe vence o campeonato estadual com uma campanha brilhante, fazendo os três artilheiros da competição (Romário, Roberto Dinamite e Tita, respectivamente). A final foi contra o rival Flamengo, e o Vasco venceu por 1 a 0, com gol de Tita, ex-jogador do adversário.
Em 1988 o Vasco estreou o Campeonato Carioca com uma derrota para o Flamengo por 1 a 0, gol de Bebeto, num jogo que foi finalizado bem mais cedo devido à falta de energia elétrica e o não-funcionamento dos refletores do Maracanã. E mais tarde o rubro-negro conquistaria a Taça Guanabara, e devido ao bom desempenho do Flamengo durante o turno, parecia claro que seria a equipe de Zico a campeã carioca.
Porém, no segundo turno, o Vasco derrotou o arqui-rival por 1 a 0, gol de Henrique, e a partir de então começou a crescer e mostrar que não era um simples concorrente ao título, e mais tarde derrotaria o Fluminense na decisão da Taça Rio e conquistaria a mesma. Ao encontrar o Flamengo no Terceiro Turno (uma espécie de semifinal), novamente o superou, vencendo-o por 3 a 1, gols de Vivinho (1) e do jovem estreante Sorato (2), com Andrade diminuindo para o Flamengo. Na decisão do campeonato, o Vasco não deixou mais qualquer dúvida sobre sua superioridade. No primeiro jogo venceu o Flamengo por 2 a 1 de virada (Bismarck e Romário, e Bebeto para o Flamengo). No dia da grande decisão, o zagueiro vascaíno Fernando disse de antemão que o fato de o Flamengo haver feito um gol na partida anterior não iria se repetir, e foi consumado: Após quase todo o tempo regulamentar sem gols, o jogador Cocada entrou aos 41 minutos e aos 44 marca o gol da vitória definitiva do Vasco, que apenas jogava pelo empate. Após o gol, Cocada levou cartão vermelho por comemorar o gol tirando sua camisa e Romário e Renato Gaúcho também foram expulsos. E o Vasco conquistou em festa o bicampeonato carioca, e totalizou quatro vitórias sobre o Flamengo. O destaque do time foi o meia Geovani, o Pequeno Príncipe Vascaíno (esportista do ano pela revista Placar).
No mesmo ano, fez uma excelente campanha no Campeonato Brasileiro, quando fez um total de pontos bem superior ao do clube campeão, o Bahia. Além disso conseguiu uma série de 5 vitórias consecutivas sobre o rival Flamengo (1-0, 3-1, 2-1, 1-0, 1-0). Foram vitórias marcantes nesta competição as goleadas de 4 a 2 sobre a Portuguesa (onde o jogador Vivinho marcou um gol de placa, dando três lençóis seguidos sobre o jogador luso Capitão e finalizando de primeira para o gol), 4 a 0 sobre o Santos e 3 a 0 sobre o Botafogo, num jogo marcado pelo choro da menina gandula botafoguense Sonja.
Em 1989, na continuação do confuso Campeonato Brasileiro de 1988, a boa fase do Vasco teve fim ao ser eliminado pelo Fluminense no início da segunda fase. E após um campeonato estadual complicado (porém ajudando em muito o Botafogo ao impedir a conquista da Taça Rio pelo Flamengo, vencendo-o) o Vasco refez o elenco, contratando uma série de jogadores de destaque nacional, passando a ser conhecido como SeleVasco, pois o time era considerado como uma verdadeira seleção. O grande destaque foi o jogador Bebeto, contratado justamente ao grande rival, Flamengo. O Vasco foi campeão derrotando o São Paulo na final, em pleno Morumbi, por 1 a 0, gol de Sorato. Nessa partida cerca de vinte e cinco mil torcedores vascaínos estiveram no Morumbi.
Os esportes amadores foram relegados a um segundo plano no clube, e muitos atletas acabaram por se transferir para outros clubes, buscando por melhores condições, e o clube não buscava mantê-los. O remo só conquistou o estadual em 1982 e o troféu Brasil em 1987. Já o basquete se manteve com algum destaque a nível estadual, conquistando os estaduais de 1981, 1983, 1987 e 1989, além do campeonato de campeões do Brasil em 1981. Outro esporte que conseguiu algum desenvolvimento nesse período foi o atletismo.
anos 1990
A década marcou a despedida de Roberto Dinamite (1992, com jogo de despedida em 1993), a ascensão de novos ídolos, como Edmundo, Felipe e Pedrinho, e títulos importantes.
Conquistou o tricampeonato estadual em 1992, 1993 e 1994. Depois das fracas campanhas de 1995 (Onde o time chegou a perder 7 jogos consecutivos) e 1996, o Vasco voltou a ganhar o Brasileiro em 1997.
A década marcou também a volta dos títulos no remo, do basquete, que venceu nos estaduais de 1992 e 1997 e em diversos outros esportes, notadamente a partir de 1997.
1998 - o centenário
Em 1998, houve grandes festividades pelo centenário do clube.
No Carnaval, a GRES Unidos da Tijuca homenageia o navegante português Vasco da Gama, e aproveita para levar para a Marquês de Sapucaí toda a história de glórias do Club de Regatas Vasco da Gama. O samba-enredo foi imortalizado pelos torcedores vascaínos antes mesmo do Desfile das Escolas daquele ano e, até os dias atuais, é cantado em cada jogo do Gigante da Colina.
O clube também voltou a vencer o Campeonato Estadual de Futebol, o Campeonato Estadual de Remo e, no Basquete, conquistou o Campeonato Sul-Americano e ficou em 3º no Campeonato Nacional.
A conquista do Bi-Campeonato da Taça Libertadores da América, segundo Título Sul-Americano do Clube 1948, aconteceu justamente durante as comemorações do centenário. A partida final aconteceu no dia 26 de agosto, 5 dias após o aniversário do clube, contra o Barcelona de Guayaquil (EQU), time do ex-vascaíno Holger Quiñónez, que havia eliminado o Cerro Porteño (PAR).
Depois de vencer e convencer contra Chivas (MEX), América do México, Grêmio e Cruzeiro, o Vasco encarou o favorito River Plate em uma das semifinais, fazendo uma "final antecipada" da competição. No primeiro jogo, em São Januário, Vasco 1x0 - gol de Donizete, o Pantera, o que rendeu o seguinte comentário do técnico argentino: "O Vasco não é grande coisa". Diante de mais de 50 mil torcedores, o River vencia por 1x0 em pleno Monumental de Nuñez, porém nos minutos finais, Juninho Pernambucano faz, de falta, o gol que levaria o Vasco à sua mais tranqüila decisão dos últimos anos. Primeiro jogo, Vasco 2x0; segundo jogo, Barcelona 1x2 Vasco, diante de mais de 80 mil torcedores equatorianos.
O ponto máximo das celebrações foi a missa campal realizada no estádio São Januário, com a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima sendo levada ao clube.
A alegria do centenário só teve uma adversidade: a perda do Mundial Interclubes, no Japão, para o Real Madrid, por 2x1.
Logo após, em 1999, a equipe cruzmaltina se sagrou campeã do Torneio Rio-São Paulo. Voltou a vencer no Estadual de Remo, e no Basquete conquistou novamente o Campeonato Sul-Americano, ganhando também a Liga Sul-Americana do esporte. No campeonato nacional de basquete, foi o segundo colocado.
No mesmo período, o Vasco incorporou diversos atletas de natação do Fluminense, como Luiz Lima e outros. Também foram contratados atletas de ponta de diversas modalidades, no chamado Projeto Olímpico. O clube passou a investir, além das modalidades tradicionais, em modalidades novas, como Volêi de Praia e Boliche.
Rebaixamento em 2008
Não realizando uma boa campanha no Campeonato Brasileiro de Futebol de 2008, terminando em antepenúltimo lugar na classificação, o Vasco se viu rebaixado na competição, o que aconteceu pela primeira vez em toda a sua história, ao ser derrotado pelo Esporte Clube Vitória por 2 a 0.
Volta à elite do futebol em 2009
O Vasco se redimiu ao conquistar o Campeonato Brasileiro da Série B em 2009 e retornar à elite do futebol.
Campeão da Copa do Brasil de Futebol de 2011
Em 2011, após 8 anos sem conquistar títulos, o Vasco conquistou a Copa do Brasil de Futebol de 2011 vencendo o Coritiba por 1 a 0 em São Januário, no jogo de volta, no Couto Pereira, o time perdeu por 3 a 2, mas levou o título pela regra do gol fora de casa.
Títulos no futebol
Masculino
Mundiais
Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer: 1
(1953*)
* Competição sucessora da Copa Rio.
Torneio Internacional de Paris: 1
(1957*)
*Competição que reuniu os principais campeões do Mundiais.
Continentais
Campeonato Sul-Americano de Campeões: 1
(1948*)
* Competição antecessora à Libertadores.
Copa Libertadores da América: 1
(1998)
Copa Mercosul: 1
(2000)
Nacionais
Campeonato Brasileiro: 4
(1974, 1989, 1997 e 2000)
Copa do Brasil: 1
(2011)
Campeonato Brasileiro - Série B: 1
(2009)
Regionais
Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo: 1
(1937)
Torneio Rio-São Paulo: 3
(1958, 1966¹, 1999)
(1): dividido com Botafogo, Corinthians e Santos.
Estaduais
Campeonato Carioca: 22
(1923, 1924, 1929, 1934, 1936, 1945, 1947, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1970, 1977, 1982, 1987, 1988, 1992, 1993, 1994, 1998, 2003)
Taça Guanabara: 11
(1965, 1976, 1977, 1986, 1987, 1990, 1992, 1994, 1998, 2000, 2003)
Taça Rio: 9
(1984, 1988, 1992, 1993, 1998, 1999, 2001, 2003, 2004)
Copa Rio: 2
(1992, 1993)
Torneio Início: 10
(1926, 1929, 1930, 1931, 1932, 1942, 1944, 1945, 1948, 1958)
Feminino
Nacionais
Campeonato Brasileiro Feminino: 3
(1994, 1995 e 1998)
Estaduais
Campeonato Carioca: 7
(1995, 1996, 1997, 1998,1999, 2000 e 2010)
Torneio Início: 2
(1999 e 2000)
Categorias de base
Campeonato Carioca de Juniores: 12
(1944, 1954, 1969, 1971, 1981, 1982, 1984, 1991 1992, 1995, 2001, 2010)
Copa Rio Juvenil: 2
(1994 e 1997)
Campeão Estadual Infantil: 7
(1989, 1990, 1993, 1994, 1995, 1998, 1999)
Copa São Paulo de Futebol Jr.: 1
(1992)
Elenco
Goleiros
Nº Jogador
1 Fernando Prass
12 Alessandro
– Diogo Silva
Defensores
Nº Jogador Pos.
2 Jomar Z
3 Cesinha Z
4 Fernando Z
13 Victor Ramos Z
16 Douglas Z
25 Anderson Martins Z
26 Dedé Z
33 Renato Silva Z
22 Irrazábal LD
23 Fagner LD
43 Max LD
17 Julinho LE
32 Márcio Careca LE
34 Diogo LE
Meio-campistas
Nº Jogador Pos.
5 Nilton V
18 Jumar V
21 Fellipe Bastos V
28 Eduardo Costa V
35 Allan (Sub-20) V
37 Rômulo V
6 Felipe M
8 Juninho M
10 Diego Souza M
27 Diego Rosa M
31 Bernardo M
46 Chaparro M
Atacantes
Nº Jogador
7 Éder Luís
9 Alecsandro
15 Jonathan
19 Leandro
29 Kim
30 Patric
39 Elton
40 Misael
– Wiliam Barbio
Comissão técnica
Nome Pos.
Ricardo Gomes T
Jorge Luiz AS
Rodrigo Poletto PF
Carlos Germano TG
Rodrigo Caetano
Club de Regatas Vasco da Gama é uma agremiação esportiva da cidade do Rio de Janeiro. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em 2010, a torcida vascaína é a quinta maior do Brasil.
Foi fundado em 21 de agosto de 1898 por um grupo de remadores. O nome do clube é uma homenagem ao navegador português Vasco da Gama, devido à comemoração do quarto centenário da viagem de descoberta do caminho marítimo para as Índias, ocorrida em 1498. Seu estatuto o define como uma "sociedade Civil, sem-fins lucrativos, com sede e foro na cidade Rio de Janeiro, caracterizando-se como entidade desportiva, recreativa, assistencial, educacional e filantrópica. ",
Em 2 de julho de 2007, o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho sancionou o projeto de lei nº 5.052, que criou o Dia do Vasco, data comemorativa que homenageia a fundação do clube.
História
Início no remo
Com dois meses de existência o clube já contava com 250 sócios, o suficiente para solicitar para disputa dos campeonatos de remo. Assim, no dia 7 de novembro, o Vasco solicitava a sua inscrição oficial na União de Regatas Fluminense e, ao mesmo tempo, conhecia as cores do seu uniforme: camisa preta, com uma faixa branca sobre o peito e a Cruz de Cristo ao centro. A Cruz, a mesma que levou a bênção cristã aos povos da Índia, a faixa branca simbolizando o estandarte que Vasco da Gama recebeu de D. Manuel, o Venturoso, e a camisa negra representando os mares obscuros navegados pelas caravelas do navegador.
O Vasco, para iniciar nas competições, comprou 3 barcos: Zoca, canoa de quatro remos; Vaidosa, baleeira de quatro remos; e Volúvel, baleeira de seis remos. Todas em madeira de cedro, ficavam guardadas numa garagem localizada na Travessa Maia, que mais tarde seria extinta dando lugar à Avenida Rio Branco. A estréia oficial em competições aconteceu no dia 13 de novembro de 1898.
A primeira vitória viria no ano seguinte, no dia 4 de junho de 1899, com Volúvel, na classe Novos, no páreo denominado Vasco da gama, em homenagem ao clube. A guarnição vencedora era formada por Adriano Vieira (patrão), José Freitas, José Cunha, José Pereira, Joaquim Campos, Antônio Frazão e Carlos Rodrigues.
No mesmo ano o clube quase acabaria fechando devida a uma polêmica levantada pelo presidente Francisco Goncalves do Couto Junior, que pretendia levar a sede para a Praia de Botafogo. Gonçalves acabaria renunciando e fundando o clube C.R. Guanabara, levando para este a maioria dos associados vascaínos. Francisco Gonçalves, contudo, acabaria voltando a presidência do Vasco em 1901.
O ano de 1900 foi um marco na histórica rivalidade com o Flamengo. No primeiro páreo da história do remo brasileiro, chamado 'Club de Regatas Flamengo', a embarcação vascaína 'Visão' foi a vencedora. Ainda nesse ano houve a mudança para a primeira sede própria: um barracão na Ilha das Moças.
No dia 18 de maio de 1902, uma tragédia: a baleeira Vascaína, de doze remos, comprada em 1900, que rumava a Icaraí, virou devido a uma forte ventania, morrendo afogados três remadores. Outros nove foram salvos pelos pescadores José Joaquim de Aguiar Moreno, Antônio Silveira e o menino Martins de Barros, todos condecorados por bravura, pelo representante do rei de Portugal, D. Carlos. Todos eles ganharam títulos de sócios honorários do clube. Faleceram os remadores Luís Ferreira de Carvalho, Teodorico Lopes, José Pinto e Lourenço Seguro, os dois primeiros comerciários e os últimos comerciantes. Desde o início, o Vasco se afirmou como um clube que romperia com a herança racista herdada dos tempos da escravidão. Já em 1904, os sócios do clube, numa atitude inédita até então nos clubes esportivos brasileiros, elegeram um mulato para a presidência, Cândido José de Araújo, que foi reeleito para o cargo em 1905.
O primeiro título no Remo
Em 1905 o Vasco ganha seu primeiro campeonato de remo. O título inédito veio com cinco vitórias e dois segundo lugares, com os barcos "Procellaria" (3 vitórias), "Açor" (1 vitória), "Voga" (1 vitória), "Gladiador" (1 segundo lugar) e "Albatroz" (1 segundo lugar). O troféu foi dado pelo Presidente da República da época, Rodrigues Alves.
O jornal Gazeta de Notícias assim noticia o evento:
"Cobriu-se de galas ontem o esporte náutico com a realização da regata do Campeonato do Rio de Janeiro do qual foi galhardamente vencedor o glorioso Club de Regatas Vasco da Gama, que viu seus esforços coroados com cinco brilhantes vitórias sendo pois o herói do dia vencendo os dois páreos mais importantes como o do Campeonato e o dedicado ao benemérito Dr. Francisco Pereira Passos. Para assistir ao importante certame concorreram tôdas classes sociais sendo belo e encantador o aspecto que apresentava a linda enseada da garbosa praia de Botafogo."
(…)
O Sr. Presidente da República com sua Exma. família, Cordeiro Graça, Gustavo Braga, Comissão da Canhoneira "PÁTRIA" canposta do 1º Ten. D. Lôbo e 2º Ten. Alvaro Rogan, General Pinheiro Machado, Contra-Almirante Alexandrino de Alencar compareceram à grandiosa festa náutica.
Após a chegada do Sr. Presidente da República, Dr. Rodrigues Alves, que viajou no iate "SILVA JARDIM" até Botafogo, efetuou-se a cerimônia da inaoguração do Pavilhão que a Prefeitura mandou construir para oferecer à Federação Brasileira das Sociedades do Remo, sendo o ato revestido da maior suntuosidade.
Ampliação
Na década de 1910, o Vasco começa a ampliar suas atividades e passa a disputar campeonatos de tiro. Nessa modalidade viria a conquistar diversos títulos durante toda a década.
Na mesma década, o futebol começa a se popularizar na cidade do Rio de Janeiro e, em 1913, o Botafogo, que inaugurava o seu campo de General Severiano, trouxe como convidado o combinado português formado por jogadores do Clube Internacional, Sporting Clube de Lisboa e Sport Clube Império. A vinda do combinado português animou a colônia portuguesa, e foram fundados clubes de inspiração lusitana: o Luso, o Centro Português de Desportos e o Lusitânia F.C.
Alguns sócios do Vasco, também animados com o combinado, buscaram uma fusão com o Lusitânia, para a criação do futebol do Vasco. O Lusitânia resistiu, pois seu estatuto o definia como um clube "apenas para portugueses", ao contrário do Vasco, que surgira para unir "sob a mesma bandeira irmãos de diferentes raças".
A fusão, porém, era inevitável. Isso, porque a norma da Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA), que gerenciava o futebol carioca, só permitia a participação em seus quadros clubes que tinham ao mínimo um brasileiro.
Por isso, em 26 de novembro de 1915, o Vasco e o Lusitânia aprovaram finalmente uma fusão, passando o Vasco a incluir também o futebol em suas atividades. Para se filiar, o clube teve que fazer uma coleta entre seus associados para conseguir os 500 mil-réis necessários para se tornar membro da LMSA.
Finalmente o Vasco estreou seu time na terceira divisão, no dia 3 de maio de 1916, sofrendo uma terrível goleada de 10x1 para o Paladino F.C. O primeiro gol da história do Vasco foi marcado por Adão Antônio Brandão. A primeira vitória ocorreu em 29 de outubro de 1916, 2 a 1 sobre a Associação Atlética River São Bento, partida válida pela terceira divisão.
Em 1917, a LMSA foi reformada, passando a se chamar Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) e ampliou o número de participantes, passando o Vasco para a segunda divisão. Em 1920 venceu a segunda divisão, passando a disputar a série B da primeira divisão.
Em 1922, ainda sem campo próprio, aluga um estádio na rua Morais e Silva, na Tijuca. Vence o campeonato da série B nas três categorias, conquistando a Taça Constantino. O jogo decisivo para a subida para o grupo A foi disputado em 17 de julho de 1922, quando o Vasco goleou o Carioca por 8 a 3. Finalmente o Vasco partia para o grupo de elite do futebol carioca.
Em 1921 o Vasco voltou a conquistar o campeonato carioca de remo.
Primeira divisão
Em 1923, inicia-se na elite da primeira divisão do futebol. O primeiro jogo foi um empate em 1 a 1 com o Andaraí. Logo depois o Vasco surpreenderia, vencendo o Botafogo por 3 a 1, fato que era inadmissível para os rivais, visto que o time vascaíno era composto inteiramente por negros, trabalhadores simples e nordestinos. A presença negra no time do Vasco começava no gol. Formavam o time o goleiro Nelson Conceição, Ceci e Nicolino, além de outros negros e mulatos.
Surge então a guerra contra o Vasco, que passou a ser acusado de ter um time de profissionais.
Nada fica provado e o Vasco segue no campeonato. Na terceira rodada do returno, porém, o Flamengo vence por 3 a 2, com o árbitro anulando um gol legítimo do Vasco. O árbitro da partida era Carlito Rocha, que pouco tempo mais tarde se tornaria o presidente do Botafogo.
Mesmo assim, lutando contra os clubes unidos contra ele, o Vasco venceu o América e o Fluminense, conquistando o campeonato no dia 12 de agosto de 1923, derrotando o São Cristóvão por 3 a 2, no campo de General Severiano.
Os clubes da "elite" não suportaram ver seus times sendo derrotados por um time formado por negros e pobres, e que nem estádio possuía. Vieram as acusações de falta de profissionalismo e a alegação de que analfabetos não poderiam atuar. Assim, o Vasco pagava a professores para ensinar seus jogadores a assinar a súmula das partidas.
Os camisas pretas - apelidado dado aos jogadores vascaínos por causa do seu uniforme, foram ganhando partida por partida, sempre virando o placar no segundo tempo, devido ao ótimo preparo físico dos jogadores, até ganhar o campeonato.
No ano seguinte, os clubes da zona sul (área de elite da cidade do Rio de Janeiro), Botafogo, Flamengo, Fluminense e alguns outros clubes se uniram e abandonaram a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) e fundaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), deixando de fora o Vasco.
Depois, impuseram a condição de que o Vasco, para se filiar à nova entidade, AMEA, deveria dispensar doze de seus atletas (todos negros) sob a acusação de que teriam "profissão duvidosa". Diante da situação imposta, em 1924, o presidente do Club de Regatas Vasco da Gama, José Augusto Prestes, enviou uma carta à AMEA, que veio a ser conhecida como a "resposta histórica", recusando a se submeter à condição imposta e desistindo de filiar-se a AMEA.
Com a recusa, o Vasco permaneceu na LMDT, conquistando o bicampeonato de forma invicta. O último jogo foi Vasco 1 a 0 Bonsucesso, realizado no campo da rua Prefeito Serzedelo, no Andaraí.
Em 1925, o Vasco foi admitido na AMEA, graças ao apoio de Carlito Rocha (o mesmo árbitro que anulara o gol do Vasco em 1923), então presidente do Botafogo, que soube vencer as resistências internas na AMEA. Para ser admitido, o Vasco aceitou sediar os seus jogos no campo do Andaraí, na rua Barão de São Francisco, onde hoje está o shopping Iguatemi.
Apesar disso, o Vasco decidiu construir o seu próprio estádio, para acabar com qualquer exigência da entidade. O local escolhido para a construção foi a chácara de São Januário, que fora um presente de Dom Pedro I à Marquesa de Santos.
Em 21 de abril de 1927, o Vasco inaugura o então maior estádio do Brasil, perdendo para o Santos por 5 a 3. A construção do estádio durou dez meses e o dinheiro para a obra foi arrecadado por uma campanha de recolhimento de donativos de torcedores de toda a cidade. No ano seguinte são inaugurados os refletores do estádio, no que foi o terceiro jogo noturno a ser realizado no Brasil e a primeira partida internacional do Vasco.
Em 1929 o Vasco inaugurou a iluminação do estádio, passando a ser o primeiro estádio do Brasil com capacidade de realizar jogos noturnos. Ainda em 1929, o Vasco conquistou os campeonatos no remo e no futebol, tornando-se "Campeão de Terra e Mar".
Os anos 1930
No primeiro carioca da decáda, o Vasco acabou sendo tirado da disputa pelo título num jogo contra o Syrio e Libanez, do zagueiro Aragão, que usou uma chuteira com chapas de aço no bico. Apesar do fato ter sido descoberto, o jogo não foi impugnado e os camisas pretas ficaram de fora da disputa pela taça.
Para compensar os vascaínos, naquele ano o time impôs a maior goleada já sofrida pelo Fluminense: 6x0.
Em 1931, novamente o clube chegou perto do título. Na última rodada, com um ponto de vantagem sobre o América, o time perdeu de 3x0 para o Botafogo, enquanto o América vencia por 3 a 1 o Bonsucesso, garantindo a taça. Neste campeonato, mais uma goleada histórica: 7x0 sobre o rival Flamengo, maior derrota que o clube rubro-negro já sofreu em sua história.
Depois do campeonato, o Vasco se tornou o segundo time brasileiro a ser convidado para uma excursão internacional (o Paulistano foi o primeiro). Os países eram Espanha e Portugal. Foram 12 partidas, oito vitórias, um empate e três derrotas, sendo marcados 45 gols pró e 18 contra.
As conseqüências da bela exibição vieram logo após: Fausto e Jaguaré foram contratados pelo Barcelona, um dos times que jogaram contra o Vasco.
Em 1933, uma velha polêmica voltava a se acender no país: a discussão sobre o profissionalismo do esporte. A Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF), defendia o amadorismo, enquanto a maioria dos clubes insistia na profissionalização.Por causa dessas divergências, foi criada a Liga Carioca de Futebol. A única exceção entre os grandes foi o Botafogo, que decidiu continuar na AMEA. No mesmo ano Vasco e América realizaram a primeira partida profissional do Estado do Rio de Janeiro e a segunda do país, com vitória vascaína por 2 a 1.[10] O autor do primeiro gol profissional do estado foi marcado por Francisco de Souza Ferreira, mais conhecido como Gradim, que mais tarde viria a ser técnico do Vasco e também o responsável pela vinda de Roberto Dinamite, maior ídolo vascaíno, as categorias de base do clube.
Em 1934, o Vasco, com um elenco cheio de craques, como Leônidas da Silva, Domingos da Guia, Fausto (voltando do Barcelona), Itália e outros, ganhou novamente o carioca. O fato de maior importância naquele ano, porém, foi outro.
Por causa de uma briga com o Flamengo, o Vasco abandonou a liga e criou com o Botafogo a Federação Metropolitana de Desportos (FMD). Ironia que, o time que tanta lutara para a profissionalização do esporte, mudasse de lado e apoiasse a nova liga, que era filiada à CBD, defendedora do amadorismo.
A reconciliação entre os clubes cariocas só ocorreria em 1937 quando, graças a iniciativa de Pedro Pereira Novaes e Pedro Magalhães Corrêa, respectivamente presidentes de Vasco e América, foi criada a Liga de Football do Rio de Janeiro, unindo todos os clubes cariocas. Para comemorar o fato, os dois times se enfrentaram dentro de campo no dia 31 de Julho, com renda recorde. Por esse fato o jogo entre os dois passou a ser chamado de "Clássico da Paz".
Era Vargas e expresso da vitória
Durante a gestão do presidente Getúlio Vargas, o mesmo costumava realizar no estádio de São Januário, então o maior do Rio de Janeiro, seus principais discursos.
No ano de 1940, o Vasco conquistou a Taça Luís Aranha, disputada com o San Lorenzo e o Independiente, ambos da Argentina. Depois desse título, o time passou um considerável tempo sem conquistar nada, até a formação de um grande time: o "Expresso da Vitória", uma equipe quase imbatível na época. Tamanho foi seu sucesso, que o Vasco utilizou um time B, chamado expressinho, para excursionar pelo Brasil. O apelido teria surgido em um programa de calouros da Rádio Nacional, onde um calouro dedicou sua música ao clube e o chamou por esse apelido.
O Expresso começou a se formar quando a diretoria contratou o técnico uruguaio Ondino Vieira para acabar com o jejum de títulos. Vieira chamou para o elenco vascaíno jovens e desconhecidos jogadores, como Augusto, Eli, Danilo, Ademir, Lelé, Isaías e Jair. Com esses, foi formado a base do Expresso.
O Vasco então voltou a conseguir resultados expressivos. Em 1944 venceu o Torneio Relâmpago superando os cinco grandes da época (Flamengo, Fluminense, América e Botafogo). Em seguida, ganhou o Torneio Municipal, contra os mesmo clubes e outros do Rio de Janeiro.
No Carioca do ano seguinte, um verdadeiro show. Diversas goleadas (como os 9 a 0 no Bonsucesso, maior goleada do campeonato) e um empate em 2 a 2 com o Flamengo foram suficientes para o título invicto.
Em 1946, uma grave perda: Ademir ira para o Fluminense. E como Gentil Cardoso, técnico tricolor falara, "Dêem-me Ademir que lhes dou o campeonato", o Fluminense realmente ficou com o Carioca daquele ano. Para compensar os vascaínos, o clube conquistou novamente o Torneio Relâmpago e o Torneio Municipal.
Em 1947, o Vasco formou um ataque de espantar: Djalma, Maneca, Friaça, Lelé e Chico. Foram 40 gols em apenas 10 partidas, e 68 no total, em vinte partidas. O time também impôs a maior goleada da fase profissional do futebol carioca: 14 a 1 no Canto do Rio. O Vasco ficou então novamente o título invicto, sete pontos à frente do segundo colocado, o Botafogo.
Em 1948, Ademir voltava ao time. Neste ano o Vasco foi convidado a participar, como campeão estadual, do Campeonato Sul-Americano de Campeões. Além do Vasco, estavam lá grandes potências da época, como o temido River Plate de Di Stéfano, apelidado na Argentina de La Maquina (A Máquina) e favorito ao título, além de Nacional do Uruguai e Colo-Colo do Chile.
Depois de quatro vitórias e um empate, o último jogo seria contra o River Plate. Um empate bastaria para o Vasco, que não tinha Ademir, que se machucara no primeiro jogo do torneio. Foi uma partida nervosa. O goleiro Barbosa brilhou mais uma vez, defendendo um pênalti do argentino Labruna no final da partida. O juiz ainda anulou no primeio tempo um gol legítimo vascaíno. Partida terminada, o Vasco empatava em 0x0 e era campeão Sul-Americano, o maior título do clube até a conquista da Libertadores em 1998.
Em 1949, mais um ano de alegrias. Heleno de Freitas vinha para o ataque vascaíno, que produziu várias goleadas no estadual. Foram 84 gols em vinte partidas, um recorde para a época. O grande rival Flamengo, que desde 1944 não ganhava do Vasco, voltou a sofrer com o time da colina. Em plena Gávea os rubro negros fizeram 2x0 e já davam como certa a vitória. O Vasco, porém, voltou arrasador no segundo tempo e virou o placar para 5 a 2.
No final, mais um título invicto, o quarto do Vasco.
A tragédia de 50 e o desmanche do Expresso
Em 1950, ano de Copa do Mundo, o Brasil se preparava para um esperado primeiro título mundial. O Vasco tinha ampla presença na seleção, a começar pelo técnico brasileiro: Flávio Costa, também técnico vascaíno. Do time titular, cinco jogavam no Vasco: Barbosa, Augusto, Danilo, Chico e Ademir. O fato acabou rendendo muitas críticas a Flávio Costa, que foi acusado de favorecer os jogadores do Vasco em detrimento dos demais na escalação da seleção.
Contudo, a 16 de Julho, era o Uruguai a tornar-se campeão. Um silêncio tumular se abatia sobre o Maracanã. Mais tarde, um jogador vascaíno acabou virando o bode expiatório da derrota: o goleiro Barbosa. Tendo falhado no primeiro gol (umas das poucas falhas graves de sua carreira) e, acredita-se, principalmente pelo fato de ser negro, Barbosa acabou sendo apontando pelo povo e pela crítica como o principal culpado pelo resultado.
Mas Barbosa, mesmo abatido, continou. E levou o Vasco a mais um título carioca em 50. Logo na estréia, um 6 a 0 sobre o São Cristóvão. Mais algumas goleadas, como o 7 a 2 no Bonsucesso e o 7 a 0 no Canto do Rio, e na final, contra o América, uma vitória de 2x1 e o troféu para casa.
Em 1951 o Expresso começou a dar sinais de cansaço. O time não passou de um sétimo lugar no Torneio Rio-São Paulo e de um quinto no Carioca.
No ano seguinte deu-se a volta por cima. Com o técnico Gentil Cardoso, o Vasco chegou ao vice no Rio-São Paulo e venceu novamente o Carioca por antecipação, derrotando o Bangu por 2 a 1. Nessa partida estreou o sucessor de Ademir no ataque: Vavá, que ficaria conhecido como o Leão da Copa em 1962.
Terminava assim o Expresso da Vitória, até hoje considerado o maior elenco da história vascaína.
Em 1953 era hora de renovação. Além de Vavá, Bellini, Sabará, Pinga e outros jogadores haviam sido incorporados ao time titular. Mais um título importante veio para o time cruzmaltino, o Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer e assim o Vasco conquistou mais um título internacional, considerado um Mundial Interclubes.
E aquele time começou com o pé direito. No Quadrangular Internacional, no início do ano, - disputado com o Boca Juniors e o Racing, ambos da Argentina e o Flamengo - o Vasco levou a melhor, goleando os rubro-negros por 5x2.
Em seguida, uma viagem ao Chile para disputar o Torneio Internacional de Santiago. No final, venceu o Colo-Colo por 2 a 1, sagrando-se campeão.
Os anos de 1954 e 1955 foram decepcionantes para o clube. Talvez em parte por ser um time ainda em formação, não passou de um quinto e sétimo lugares no Rio-São Paulo, e um terceiro e quarto lugares no Carioca.
Em 1956, veio então o Campeonato Carioca, e o time vascaíno vinha motivado a não dar o prazer ao grande rival Flamengo de conseguir o inédito tetra. Na penúltima rodada, um jogo crucial contra o Bangu, que contava com Zizinho entre suas estrelas. O jogador, porém, foi expulso por ofensas ao juiz, e o Vasco ganhou o jogo por 2 a 1. Na última rodada bastou um empate com o Olaria para garantir o título.
Em 1957 a equipe voltou a respirar ares internacionais. Foi na Pequena Copa do Mundo, uma espécie de Mundial Interclubes em Caracas, Venezuela. Participaram do torneio verdadeiras potências futebolísticas da época, como Real Madrid, Roma e Porto. Depois de um empate em 2 a 2 e uma vitória de 2 a 0 sob os madrilenhos, mais um título vinha para São Januário.
Ainda em 1957, o Vasco da Gama escrevia duas páginas inesquecíveis na sua história: a primeira, ao derrotar o Real Madrid de Di Stefano por 4 a 3, na final do Torneio de Paris (França), que é considerado o Bi-campeonato Mundial Interclubes; a segunda, ao impor ao Barcelona de Evaristo de Macedo uma das maiores goleadas, se não a maior, sofrida pelos Catalunha em seu estádio Camp Nou, por 7 a 2.
Os difíceis anos 1960
Após o título de 1958, o Vasco voltaria a fazer boa campanha em 1962, no Carioca vencido pelo Botafogo que, por sinal, seria bi depois de três décadas. Depois o Gigante da Colina venceria a I Taça Guanabara, criada naquela temporada para indicar o representante do Estado da Guanabara para o Brasileirão da época - a Taça Brasil. No ano seguinte, o Almirante conquistou o Torneio Rio-São Paulo de 1966 no futebol, empatado com Botafogo, Santos e Corinthians. Os anos 1960 marcaram uma profunda crise financeira no clube, que culminou em 1969, com a cassação do seu presidente, Reynaldo Reis.
anos 1970
Nesta década surgiu o ídolo Roberto Dinamite e se destacou também o goleiro argentino Andrada.
Nos anos 1970 o Vasco começou a se recuperar, ainda que de forma tímida, conquistando o campeonato estadual de 1970.
A maior conquista da época foi o brasileiro de 1974, com Roberto Dinamite sagrando-se artilheiro.
Conquistou ainda estadual de 1977, numa campanha memorável.
No entanto, perdeu as finais do estadual em 1978 e do brasileiro em 1979, no que viria ser um período de derrotas em finais. Em 1979 surgiu, no fim do ano, uma notícia triste: Roberto Dinamite estava sendo transferido para o FC Barcelona.
A política do clube tornou-se movimentada. Com o desgaste natural pelos vários anos de mandato e as seguidas derrotas em finais de campeonatos, especialmente para o rival, o presidente Agatyrno Gomes foi derrotado pela chapa de Alberto Pires Ribeiro, que contava com uma união de grandes nomes do Vasco, nas eleições de 1979.
anos 1980
O Vasco começou mal, perdendo o Campeonato Carioca de 1980 para o Fluminense. O fato de maior importância naquele ano, entretanto, seria a volta de Roberto Dinamite.
Roberto não havia se adaptado ao Barcelona, tendo feito apenas três gols em oito jogos, acabando na reserva do time catalão. Insatisfeito, tinha planos de voltar para o Brasil. O Flamengo então armou um grande esquema para contratar o maior ídolo vascaíno. A torcida cruzmaltina, como era de se esperar, não admitiu o fato, principalmente depois que a Rede Globo criou uma vinheta em que Roberto tabelava com Zico. O Vasco foi à sua procura, e o artilheiro acabou por retornar ao clube no qual tivera tantas alegrias.
E a reestreia foi especial. Em um Vasco vs. Corinthians com torcedores rubro-negros unidos a corintianos (já que era rodada dupla no Maracanã, com o Flamengo fazendo a preliminar contra o Bangu), no que foi chamada a Fla-Fiel (em referência à Gaviões da Fiel, torcida do Corinthians), Roberto fez os cinco gols vascaínos e comandou a vitória cruzmaltina por 5 a 2. Todos os gols de bola rolando.
Apesar da volta de Roberto, o Vasco não passou para as semifinais do torneio, ficando em oitavo lugar naquele Brasileiro.
Em 1981, mais uma derrota no Carioca. Foi uma derrota polêmica em virtude dos acontecimentos lamentáveis ocorridos no fim da decisão. Por sinal, de acordo com o regulamento, o Vasco necessitava ganhar três partidas seguidas para ser campeão. Ganhou as duas primeiras, mas na última, quando estava perdendo de 2 a 1, um torcedor do Flamengo entrou em campo, pelo seu vestiário, e tumultuou o jogo num momento de reação vascaína. O episódio ficou conhecido como "caso do ladrilheiro", pois o torcedor assim se identificou.
No Brasileiro daquele ano o Vasco ficou em quinto lugar. Um mês depois, o time conquistaria o Torneio João Havelange, após vencer Flamengo, Democrata (MG), Rio Branco e Colatina, ambos do Espírito Santo.
Em 1982 o Vasco voltaria a vencer o campeonato estadual. Neste campeonato Roberto faria seu gol de número 500 na carreira, dedicando a Gradim, seu "descobridor", a Célio de Souza, seu treinador quando era juvenil, e a Eurico Miranda, o responsável pelo seu retorno ao Vasco.
O Vasco chegou ao triangular final do torneio contra América e Flamengo, campeões do segundo e do primeiro turno, respectivamente. O Vasco chegou à final por ter o maior número de pontos nos dois turnos. Antes da final, o técnico Antônio Lopes tirou cinco titulares do time, alegando falta de empenho.
Depois de uma vitória de 1 a 0 sobre os americanos, era hora da final contra os arqui-rivais e da revanche de 81. No segundo tempo de jogo Pedrinho Gaúcho cobrou escanteio e Marquinho tocou levemente na bola, marcando o gol que daria o título ao Vasco. O árbitro considerou, no entanto, gol olímpico de Pedrinho Gaúcho.
Em 1983, um sexto lugar no Campeonato Brasileiro e uma sétima posição no Campeonato Carioca, a pior colocação vascaína na história até então.
Em 1984, após uma brilhante campanha, veio a perda do título do Brasileiro para o Fluminense. No Estadual, depois de vencer a Taça Rio (segundo turno do campeonato), o time acabou ficando apenas em terceiro lugar.
Com o vice-campeonato do Brasileiro, o Vasco voltou a disputar a Libertadores no ano seguinte. Mas por pouco tempo: foi eliminado logo na primeira fase. No Brasileiro, uma décima primeira posição. No final do ano, porém, uma alegria: Romário estreava no time principal, formando o ataque com Roberto.
Em 1986 o Vasco voltava a consquistar a Taça Guanabara, vencendo o Flamengo por 2x0, com dois gols de Romário. O turno seguinte e o campeonato, porém, acabariam ficando com o arqui-rival.
Em 1987 a equipe vence o campeonato estadual com uma campanha brilhante, fazendo os três artilheiros da competição (Romário, Roberto Dinamite e Tita, respectivamente). A final foi contra o rival Flamengo, e o Vasco venceu por 1 a 0, com gol de Tita, ex-jogador do adversário.
Em 1988 o Vasco estreou o Campeonato Carioca com uma derrota para o Flamengo por 1 a 0, gol de Bebeto, num jogo que foi finalizado bem mais cedo devido à falta de energia elétrica e o não-funcionamento dos refletores do Maracanã. E mais tarde o rubro-negro conquistaria a Taça Guanabara, e devido ao bom desempenho do Flamengo durante o turno, parecia claro que seria a equipe de Zico a campeã carioca.
Porém, no segundo turno, o Vasco derrotou o arqui-rival por 1 a 0, gol de Henrique, e a partir de então começou a crescer e mostrar que não era um simples concorrente ao título, e mais tarde derrotaria o Fluminense na decisão da Taça Rio e conquistaria a mesma. Ao encontrar o Flamengo no Terceiro Turno (uma espécie de semifinal), novamente o superou, vencendo-o por 3 a 1, gols de Vivinho (1) e do jovem estreante Sorato (2), com Andrade diminuindo para o Flamengo. Na decisão do campeonato, o Vasco não deixou mais qualquer dúvida sobre sua superioridade. No primeiro jogo venceu o Flamengo por 2 a 1 de virada (Bismarck e Romário, e Bebeto para o Flamengo). No dia da grande decisão, o zagueiro vascaíno Fernando disse de antemão que o fato de o Flamengo haver feito um gol na partida anterior não iria se repetir, e foi consumado: Após quase todo o tempo regulamentar sem gols, o jogador Cocada entrou aos 41 minutos e aos 44 marca o gol da vitória definitiva do Vasco, que apenas jogava pelo empate. Após o gol, Cocada levou cartão vermelho por comemorar o gol tirando sua camisa e Romário e Renato Gaúcho também foram expulsos. E o Vasco conquistou em festa o bicampeonato carioca, e totalizou quatro vitórias sobre o Flamengo. O destaque do time foi o meia Geovani, o Pequeno Príncipe Vascaíno (esportista do ano pela revista Placar).
No mesmo ano, fez uma excelente campanha no Campeonato Brasileiro, quando fez um total de pontos bem superior ao do clube campeão, o Bahia. Além disso conseguiu uma série de 5 vitórias consecutivas sobre o rival Flamengo (1-0, 3-1, 2-1, 1-0, 1-0). Foram vitórias marcantes nesta competição as goleadas de 4 a 2 sobre a Portuguesa (onde o jogador Vivinho marcou um gol de placa, dando três lençóis seguidos sobre o jogador luso Capitão e finalizando de primeira para o gol), 4 a 0 sobre o Santos e 3 a 0 sobre o Botafogo, num jogo marcado pelo choro da menina gandula botafoguense Sonja.
Em 1989, na continuação do confuso Campeonato Brasileiro de 1988, a boa fase do Vasco teve fim ao ser eliminado pelo Fluminense no início da segunda fase. E após um campeonato estadual complicado (porém ajudando em muito o Botafogo ao impedir a conquista da Taça Rio pelo Flamengo, vencendo-o) o Vasco refez o elenco, contratando uma série de jogadores de destaque nacional, passando a ser conhecido como SeleVasco, pois o time era considerado como uma verdadeira seleção. O grande destaque foi o jogador Bebeto, contratado justamente ao grande rival, Flamengo. O Vasco foi campeão derrotando o São Paulo na final, em pleno Morumbi, por 1 a 0, gol de Sorato. Nessa partida cerca de vinte e cinco mil torcedores vascaínos estiveram no Morumbi.
Os esportes amadores foram relegados a um segundo plano no clube, e muitos atletas acabaram por se transferir para outros clubes, buscando por melhores condições, e o clube não buscava mantê-los. O remo só conquistou o estadual em 1982 e o troféu Brasil em 1987. Já o basquete se manteve com algum destaque a nível estadual, conquistando os estaduais de 1981, 1983, 1987 e 1989, além do campeonato de campeões do Brasil em 1981. Outro esporte que conseguiu algum desenvolvimento nesse período foi o atletismo.
anos 1990
A década marcou a despedida de Roberto Dinamite (1992, com jogo de despedida em 1993), a ascensão de novos ídolos, como Edmundo, Felipe e Pedrinho, e títulos importantes.
Conquistou o tricampeonato estadual em 1992, 1993 e 1994. Depois das fracas campanhas de 1995 (Onde o time chegou a perder 7 jogos consecutivos) e 1996, o Vasco voltou a ganhar o Brasileiro em 1997.
A década marcou também a volta dos títulos no remo, do basquete, que venceu nos estaduais de 1992 e 1997 e em diversos outros esportes, notadamente a partir de 1997.
1998 - o centenário
Em 1998, houve grandes festividades pelo centenário do clube.
No Carnaval, a GRES Unidos da Tijuca homenageia o navegante português Vasco da Gama, e aproveita para levar para a Marquês de Sapucaí toda a história de glórias do Club de Regatas Vasco da Gama. O samba-enredo foi imortalizado pelos torcedores vascaínos antes mesmo do Desfile das Escolas daquele ano e, até os dias atuais, é cantado em cada jogo do Gigante da Colina.
O clube também voltou a vencer o Campeonato Estadual de Futebol, o Campeonato Estadual de Remo e, no Basquete, conquistou o Campeonato Sul-Americano e ficou em 3º no Campeonato Nacional.
A conquista do Bi-Campeonato da Taça Libertadores da América, segundo Título Sul-Americano do Clube 1948, aconteceu justamente durante as comemorações do centenário. A partida final aconteceu no dia 26 de agosto, 5 dias após o aniversário do clube, contra o Barcelona de Guayaquil (EQU), time do ex-vascaíno Holger Quiñónez, que havia eliminado o Cerro Porteño (PAR).
Depois de vencer e convencer contra Chivas (MEX), América do México, Grêmio e Cruzeiro, o Vasco encarou o favorito River Plate em uma das semifinais, fazendo uma "final antecipada" da competição. No primeiro jogo, em São Januário, Vasco 1x0 - gol de Donizete, o Pantera, o que rendeu o seguinte comentário do técnico argentino: "O Vasco não é grande coisa". Diante de mais de 50 mil torcedores, o River vencia por 1x0 em pleno Monumental de Nuñez, porém nos minutos finais, Juninho Pernambucano faz, de falta, o gol que levaria o Vasco à sua mais tranqüila decisão dos últimos anos. Primeiro jogo, Vasco 2x0; segundo jogo, Barcelona 1x2 Vasco, diante de mais de 80 mil torcedores equatorianos.
O ponto máximo das celebrações foi a missa campal realizada no estádio São Januário, com a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima sendo levada ao clube.
A alegria do centenário só teve uma adversidade: a perda do Mundial Interclubes, no Japão, para o Real Madrid, por 2x1.
Logo após, em 1999, a equipe cruzmaltina se sagrou campeã do Torneio Rio-São Paulo. Voltou a vencer no Estadual de Remo, e no Basquete conquistou novamente o Campeonato Sul-Americano, ganhando também a Liga Sul-Americana do esporte. No campeonato nacional de basquete, foi o segundo colocado.
No mesmo período, o Vasco incorporou diversos atletas de natação do Fluminense, como Luiz Lima e outros. Também foram contratados atletas de ponta de diversas modalidades, no chamado Projeto Olímpico. O clube passou a investir, além das modalidades tradicionais, em modalidades novas, como Volêi de Praia e Boliche.
Rebaixamento em 2008
Não realizando uma boa campanha no Campeonato Brasileiro de Futebol de 2008, terminando em antepenúltimo lugar na classificação, o Vasco se viu rebaixado na competição, o que aconteceu pela primeira vez em toda a sua história, ao ser derrotado pelo Esporte Clube Vitória por 2 a 0.
Volta à elite do futebol em 2009
O Vasco se redimiu ao conquistar o Campeonato Brasileiro da Série B em 2009 e retornar à elite do futebol.
Campeão da Copa do Brasil de Futebol de 2011
Em 2011, após 8 anos sem conquistar títulos, o Vasco conquistou a Copa do Brasil de Futebol de 2011 vencendo o Coritiba por 1 a 0 em São Januário, no jogo de volta, no Couto Pereira, o time perdeu por 3 a 2, mas levou o título pela regra do gol fora de casa.
Títulos no futebol
Masculino
Mundiais
Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer: 1
(1953*)
* Competição sucessora da Copa Rio.
Torneio Internacional de Paris: 1
(1957*)
*Competição que reuniu os principais campeões do Mundiais.
Continentais
Campeonato Sul-Americano de Campeões: 1
(1948*)
* Competição antecessora à Libertadores.
Copa Libertadores da América: 1
(1998)
Copa Mercosul: 1
(2000)
Nacionais
Campeonato Brasileiro: 4
(1974, 1989, 1997 e 2000)
Copa do Brasil: 1
(2011)
Campeonato Brasileiro - Série B: 1
(2009)
Regionais
Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo: 1
(1937)
Torneio Rio-São Paulo: 3
(1958, 1966¹, 1999)
(1): dividido com Botafogo, Corinthians e Santos.
Estaduais
Campeonato Carioca: 22
(1923, 1924, 1929, 1934, 1936, 1945, 1947, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1970, 1977, 1982, 1987, 1988, 1992, 1993, 1994, 1998, 2003)
Taça Guanabara: 11
(1965, 1976, 1977, 1986, 1987, 1990, 1992, 1994, 1998, 2000, 2003)
Taça Rio: 9
(1984, 1988, 1992, 1993, 1998, 1999, 2001, 2003, 2004)
Copa Rio: 2
(1992, 1993)
Torneio Início: 10
(1926, 1929, 1930, 1931, 1932, 1942, 1944, 1945, 1948, 1958)
Feminino
Nacionais
Campeonato Brasileiro Feminino: 3
(1994, 1995 e 1998)
Estaduais
Campeonato Carioca: 7
(1995, 1996, 1997, 1998,1999, 2000 e 2010)
Torneio Início: 2
(1999 e 2000)
Categorias de base
Campeonato Carioca de Juniores: 12
(1944, 1954, 1969, 1971, 1981, 1982, 1984, 1991 1992, 1995, 2001, 2010)
Copa Rio Juvenil: 2
(1994 e 1997)
Campeão Estadual Infantil: 7
(1989, 1990, 1993, 1994, 1995, 1998, 1999)
Copa São Paulo de Futebol Jr.: 1
(1992)
Elenco
Goleiros
Nº Jogador
1 Fernando Prass
12 Alessandro
– Diogo Silva
Defensores
Nº Jogador Pos.
2 Jomar Z
3 Cesinha Z
4 Fernando Z
13 Victor Ramos Z
16 Douglas Z
25 Anderson Martins Z
26 Dedé Z
33 Renato Silva Z
22 Irrazábal LD
23 Fagner LD
43 Max LD
17 Julinho LE
32 Márcio Careca LE
34 Diogo LE
Meio-campistas
Nº Jogador Pos.
5 Nilton V
18 Jumar V
21 Fellipe Bastos V
28 Eduardo Costa V
35 Allan (Sub-20) V
37 Rômulo V
6 Felipe M
8 Juninho M
10 Diego Souza M
27 Diego Rosa M
31 Bernardo M
46 Chaparro M
Atacantes
Nº Jogador
7 Éder Luís
9 Alecsandro
15 Jonathan
19 Leandro
29 Kim
30 Patric
39 Elton
40 Misael
– Wiliam Barbio
Comissão técnica
Nome Pos.
Ricardo Gomes T
Jorge Luiz AS
Rodrigo Poletto PF
Carlos Germano TG
Rodrigo Caetano
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